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Volvo explica programa de auto-condução Drive Me

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O programa piloto Drive Me anunciado na semana passada pelo fabricante Volvo vai dar um passo concreto ao colocar uma centena de modelos XC-90 a auto-conduzirem-se nas ruas suecas em 2017.

Os SUVs da Volvo serão conduzidos por pessoas comuns em ruas na cidade de Gotemburgo, a sede da marca sueca, em rotas controladas rota ao longo de 50 Km. Vão ser usados nas deslocações diárias em estradas com divisórias entre as faixas e operarão “em tráfego real em situação real”, comunicou a Volvo.

A experiência será executado até a Primavera de 2019. “Estamos a entrar num território desconhecido no campo da condução autónoma”, afirmou Peter Mertens, vice-presidente sénior de Pesquisa e Desenvolvimento da Volvo, citado pela Automotive News. “Daremos um excitante passo num projecto-piloto público, com a ambição de possibilitar que pessoas comuns se sentem ao volante no tráfego normal em vias públicas, que nunca foi feito antes”, acrescentou o mesmo responsável.

As autoridade suecas actuarão em colaboração com a Volvo. Os carros serão alugados para os motoristas, mas sem cobrar o custo total da tecnologia.

Para o seu movimento, os carros utilizarão um rede de sensores, sistema de posicionamento armazenados em nuvem, travagem inteligente e tecnologias de condução. Vão usar um novo sistema de condução autónoma da Volvo que permite aos carros comandar o volante, virar, travar e estacionar.

A experiência-piloto decorrerá em vias públicas seleccionadas sem tráfego de sentido contrário, ciclistas ou peões.

“É relativamente fácil de produzir e demonstrar um protótipo de veículo que se dirige sozinho, mas se quisermos criar impacto no mundo real, temos que projectar e produzir um sistema completo que será seguro, robusto e acessível para os clientes comuns”, conclui Erik Coelingh, um especialista técnico da Volvo.

O condutor vai ter capacidade para assumir o controle do carro em situações criticas e de emergência.

Volvo informou que tem criado sistemas à prova de falhas, semelhantes aos da indústria aeronáutica, em que o piloto automático continua a funcionar caso um elemento do mesmo esteja desactivado. Por exemplo, os veículos terão um segundo sistema de freio, independente do primeiro.

O sistema solicitará também ao condutor para assumir o comando em “condições climatéricas excepcionais, mau funcionamento técnico ou de final do percurso”, acrescentou a marca sueca que termina a informar “caso o condutor fique incapacitado por qualquer motivo e não assumir as manobras em tempo real, o carro vai auto conduzir-se até um local seguro e parar”.

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