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Marcas generalistas dependem de 1 ou 2 modelos

Giulietta

O assalto das marcas premium aos segmentos mais baixos do mercado está a empurrar as marcas generalistas e de nicho para um ghetto comercial, tornando-as excessivamente dependentes das vendas de apenas um ou dois modelos, em categorias de baixos preços e margens.

Nos primeiros dois meses do ano, 89% das vendas da Alfa Romeo em Portugal foram realizadas com compacto Giulietta (foto), num caso extremo de dependência de uma marca em relação a um modelo. A Honda é outro caso notório, devendo ao Civic 75% das suas vendas em Portugal neste primeiro bimestre. A Seat faz 58% das suas vendas com o Ibiza, enquanto a Fiat faz a mesma percentagem com os citadinos Panda e 500.

Todas as marcas generalistas fazem mais de metade das suas vendas com apenas dois modelos, normalmente nos segmentos dos utilitários e compactos, os dois mais importantes do mercado nacional. Citroen, DS, Dacia, Ford, Hyundai, Kia, Opel, Peugeot, Renault, Seat, Skoda, Toyto e Volkswagens são marcas onde entre 65% e 75% das vendas se fazem os dois modelos mais vendidos.

O estreitamento das gamas dos generalistas, contrariando a tendência de alargamento de alargamento de linhas de produtos dos premium, está a inverter as posições de mercado. Audi, BMW e Mercedes-Benz tem agora a oferta mais alargada do mercado, cobrindo praticamente todos os segmentos, dos pequenos subcompactos às grandes limusinas de luxo.

Em sentido contrário, a Alfa-Romeo está presente no mercado com apenas dois modelos, a Lancia com três, a Honda e a Mitsubishi com 4, e mesmo as marcas de maior volume, como a Renault, Opel, Peugeot, Citroen, Ford ou Toyota, têm agora uma oferta limitada a uma dúzia de modelos.

Veja aqui o que vendem as marcas em Portugal.

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