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Marcas automóveis trabalham para duplicar autonomia dos eléctricos

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Os veículos eléctricos continuam a padecer de um problema relacionado com a limitação de autonomia, algo que pode ser apontado como o principal entrave para a sua aquisição em muitos mercados. No norueguês, por exemplo, os veículos eléctricos podem estacionar e serem recarregados de forma gratuita, mas noutros, como no nosso, a autonomia ainda é um argumento que desmotiva muitos potenciais compradores.

Contudo, alguns dos principais construtores automóveis trabalham já numa nova geração de veículos eléctricos com o dobro da autonomia dos actuais modelos, beneficiando imensamente dos avanços nas tecnologias das baterias alcançados por fornecedores como a LG Chem.

De acordo com informações recolhidas pela Reuters, existem já pelo menos quatro construtores a trabalhar arduamente na evolução das baterias – General Motors, Ford, Nissan e Volkswagen – sendo o objectivo dessas o lançamento de modelos com autonomias reforçadas superiores a 300 km entre carregamentos.

Recorde-se que o Nissan Leaf, um dos mais bem-sucedidos eléctricos da actualidade, apresenta uma autonomia em redor dos 160 quilómetros, embora as tecnologias actuais ao nível das baterias comecem já a ultrapassar largamente o valor oferecido pelo modelo da marca nipónica, cujo conjunto de baterias foi desenvolvido numa parceria entre a Nissan e NEC. Nos seus planos está também o lançamento de um sucessor para o Leaf com autonomia acima dos 300 km, embora ainda permaneça uma incógnita se esse modelo contará com baterias desenvolvidas ao abrigo da mesma parceria ou se de um outro fabricante.

A Chevrolet, por exemplo, admite o lançamento de um pequeno eléctrico já com autonomia superior a 300 quilómetros para 2017, com imagem e dimensões muito semelhantes ao Bolt, revelado no recente Salão de Detroit de Janeiro. A sua estratégia passa pela melhoria das baterias de iões de lítio providenciada pela fornecedora LG Chem, que também fornece os sistemas para o actual Volt.

De igual forma, também a Ford, General Motors e Volkswagen estão a recorrer àquele mesmo fornecedor para desenvolverem as suas variantes eléctricas, de acordo com informações recolhidas pela Reuters. O objectivo dessas três marcas é obter valores de autonomia amplamente superiores aos actualmente oferecidos pelos seus automóveis.

Tesla na frente

Grande motivadora desta nova demanda por maior autonomia, a Tesla promete incrementar a distância possível de percorrer pelos seus veículos para valores superiores a 320 quilómetros, tendo Elon Musk, o CEO da companhia norte-americana, indicado recentemente que esse é o limite “mínimo” para atenuar os receios relacionados com a autonomia.

Essa aposta por parte de Musk insere-se e dará solidez ao próximo passo da Tesla, que passa por lançar um modelo mais acessível em 2017 possivelmente denominado Model 3 para rivalizar com os familiares Premium das marcas alemãs, com autonomia anunciada superior a 300 km. O preço desse modelo rondará os 35 mil dólares nos Estados Unidos da América.

Como curiosidade, o registo de veículos eléctricos na União Europeia ascendeu 37% no ano transacto, de acordo com a ACEA (Associação Europeia de Construtores Automóveis).

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