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Portagens atrasam lançamento do Renault Kadjar em Portugal

kadjar6 A homologação do novo Renault Kadjar como Classe 1 nas portagens das auto-estradas vai atrasar o chegada do modelo ao mercado nacional, que só deverá acontecer na melhor das hipóteses depois do Verão, com três meses de atraso em relação ao calendário de lançamento europeu. A Automonitor sabe que o novo SUV da Renault ficou acima da altura máxima que permitiria a sua classificação na Classe 1 nas portagens, perdendo um  importante argumento comercial para a venda deste tipo de veículos. A Renault Portugal já terá pedido à casa-mãe francesa o desenvolvimento de um modelo com alterações para o mercado local e que permita ao Kadjar a classificação na classe que paga menos pela utilização das auto-estradas. A solução poderá passar pelo rebaixamento da suspensão, pela utilização de jantes menores e de pneus com perfil mais baixo, de forma a reduzir a altura dianteira do veículo ao solo. Apesar de ser um mercado pequeno, em termos europeus, Portugal é um dos países onde a Renault é líder e a marca está interessada em defender essa primazia, estando por isso sensível aos argumento do importador local. De acordo com a legislação actual, considerada absurda pela maioria dos fabricantes automóveis e sem paralelo em qualquer outro país da Europa, para ser homologado como Classe 1 nas portagens das auto-estradas em Portugal, um  veículo de dois eixos terá de ter uma altura, medida à vertical do eixo dianteiro, inferior a 1,1 metros, com ou sem reboque. O critério é de tal modo absurdo que leva a que um pequeno Opel Mokka, por exemplo, pague Classe 2 nas portagens, enquanto um enorme Porsche Cayenne, com as suas mais de duas toneladas, e com reboque de barco, pague Classe 1, desde que tenha Via Verde. O atraso na comercialização do novo Kadjar pode representar algumas centenas de unidades vendidas a menos pela Renault, no final do ano.  O segmento dos SUV compactos é o que mais cresce na Europa e já representa a quarta maior categoria do mercado, de acordo com os números do primeiro bimestre. Portugal acompanha esta tendência. Nos primeiros dois meses do ano foram vendidos 1708 crossovers e SUV’s compactos no mercado português, um crescimento de 43% face ao período homólogo do ano anterior. A subida confirma o interesse crescente dos consumidores por este tipo de veículos, que têm vindo a ganhar importância no mercado. A Nissan, com o Qashqai renovado, mantém um domínio absoluto na categoria, reforçando até a sua quota de mercado face aos valores de há um ano, para os 41,1%, e resistindo bem à concorrência crescente das marcas premium. A Mercedes-Benz capitaliza bem com o sucesso do seu GLA e ocupa uma destacada segunda posição no ranking, com 240 unidades vendidas no bimestre, correspondentes a uma quota de 14,1%. O Kadjar partilha os excelentes motores e uma série de componentes técnicos com o modelo da Nissan, com quem a Renault tem uma aliança estratégica. As expectativa da Renault é que o Kadjar repita, no segmento dos crossovers compactos, o sucesso do mais pequeno Captur, que num ano conquistou a liderança europeia e portuguesa na categoria dos minis crossovers]]>

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