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Estudo da Ford revela que cinto traseiro ainda é desvalorizado pelos passageiros

Ford_Inflatable_Seat_Belt_02 Para a vasta maioria dos condutores, o uso do cinto de segurança nos bancos dianteiros tornou-se um hábito, reflexo das imposições legais e de maior sensibilização sobre os benefícios da segurança, mas um estudo efectuado pela Ford revela, de forma dramática, que ainda existe um grande número de pessoas que não utiliza os cintos de segurança nos bancos traseiros. Dos 7100 inquiridos na Europa, mais de uma em cada três pessoas não coloca o cinto de segurança nos bancos traseiros apesar de o seu uso já ser obrigatório há alguns anos. Além disso, um em cada quatro condutores não insiste para que os passageiros dos lugares posteriores usem o cinto de segurança. O Conselho Europeu de Segurança Rodoviária estima que na União Europeia, só em 2012, evitaram-se 8600 mortes em acidentes de viação devido ao uso do cinto de segurança. E que das 1900 mortes ocorridas nas auto-estradas da Europa, 60% não tinham colocado o cinto de segurança. O estudo mostrou que as pessoas com idade superior a 40 anos têm maior propensão para não usar o cinto de segurança no banco traseiro (46%). Dos inquiridos até aos 24 anos – que cresceram numa época em que os pais eram mais diligentes no uso de cintos nos assentos traseiros e sistemas de retenção para crianças -, apenas 21% disseram que não colocam cinto de segurança no banco traseiro. Os condutores com mais de 40 anos são os menos propensos em insistir para que os passageiros do banco traseiro usem cinto de segurança. “Aprender a conduzir não é algo que termina quando passamos no exame de condução. Usar um cinto de segurança pode ser a diferença entre a vida e a morte, quer estejamos sentados no banco da frente ou nos bancos traseiros, qualquer que seja a idade”, afirmou Jim Graham, director do programa ‘Ford Driving Skills for Life’, criado nos Estados Unidos há 12 anos e que já treinou mais de meio milhão de jovens em todo o mundo. O inquérito aos condutores na Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália, Reino Unido e Roménia mostrou também que os romenos são os que mais propensão têm para não usar o cinto de segurança no banco traseiro (84%), seguidos pelos italianos (56%) e pelos espanhóis (39%). Os condutores da Roménia são, também, os que menos insistem com os passageiros dos bancos traseiros para usarem o cinto de segurança (apenas 39% o fazem sempre), seguidos pelos de Itália (53%) e da Bélgica (85%). As forças policiais a nível europeu estão a fiscalizar as infracções ao uso do cinto de segurança. A rede europeia de polícias de trânsito (TIPSOL – The European Traffic Police Network), procedeu a acções de fiscalização no início deste mês com a duração de uma semana, e numa acção pan-europeia similar em Setembro do ano passado, resultou em coimas para 95.000 condutores e passageiros que circulavam em infracção. “Não usar o cinto de segurança no banco traseiro poderá colocar a vida em risco quer do passageiro, quer de quem estiver nos assentos dianteiros, aumentando a probabilidade de ferimentos graves ou morte. Nós estamos a tentar sensibilizar o condutor para se responsabilizar pela sua própria segurança e pela de todos os ocupantes, assegurando que todos colocam o cinto de segurança em cada viagem”, afirmou Aidan Red, presidente da TIPSOL. A organização internacional de segurança rodoviária – International Traffic Safety Organisation – IRTAD -, reúne dados a nível global sobre o uso do cinto de segurança atrás. As suas conclusões são que os condutores alemães são os mais predispostos ao uso do cinto de segurança atrás (97%) e, no outro extremo, os gregos (23%), italianos (10%) e os sérvios (3%). Com o novo Mondeo, a Ford nos Estados Unidos introduziu pela primeira vez na produção automóvel, a tecnologia de Cintos de Segurança Traseiros Insufláveis que combina os atributos do airbag e do cinto de segurança. Segundo as pesquisas levadas a cabo pela marca norte-americana, 90% dos inquiridos consideram que o Cinto de Segurança Traseiro Insuflável  é semelhante ou até mais confortável que o convencional, uma vez que é mais suave e acolchoado.]]>

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