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Governo francês não recua na intenção de duplo voto na Renault

RenaultGroup ghosn Com a reunião de accionistas da Renault marcada para o dia 30 de Abril, o governo francês mantém a intenção de duplicar o seu direito de voto no seio da Renault. Recorde-se que no passado dia 8 de Abril, o Estado francês decidiu aumentar temporariamente a sua participação na Renault, dos 15% para os 19,7%, com o ministro da Economia gaulês, Emmanuel Macron, a indicar que esta medida teria como propósito bloquear a proposta feita pela companhia para acabar com a possibilidade de duplo voto para os accionistas de longa-duração, incluindo o governo. Se conseguir impedir que a lei de um voto por acção passe na tal reunião de accionistas, o governo gaulês garante maior peso decisório em todas as resoluções da companhia, mesmo depois de reverter a sua presença na Renault de novo para os 15%. Isto porque o seu direito de voto passará a estar defendido em redor dos 30% ao invés dos anteriores 17%. Segundo informações avançadas pela Reuters, Macron revelou que tem conversado com Carlos Ghosn, presidente da aliança Renault-Nissan, acerca deste assunto, mostrando-se mesmo disposto a efectuar novos contactos, mas sem retroceder na sua intenção de aumentar o peso de decisão na Renault. E indica, até, que Ghosn não se mostrou “assim tão zangado”. “Ele expressou o seu descontentamento, mas uma vez mais… o direito de voto que esperamos ter… depois da reunião de accionistas surge em linha com o equilíbrio geral da aliança”, disse Macron à Reuters. Contudo, é sabido que Ghosn já alertou o Estado francês das potenciais implicações que essa medida terá no seio da aliança franco-nipónica, apelando assim a um retrocesso nas intenções estatais, o que promove neste momento um ‘braço de ferro’ entre as duas partes. Como parte bastante interessada, a Nissan (que detém 15% da Renault mas não tem qualquer poder de voto) assiste a esta situação de forma bastante atenta. Isto porque a Renault detém 43,4% da marca nipónica e o aumento da posição do Estado francês é visto como um potencial foco desestabilizador.]]>

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