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Governo francês garante direito de duplo voto na Renault

ghosn macron renault O governo francês conseguiu travar a intenção da Renault de aprovar a Resolução 12, que permitiria à companhia automóvel rejeitar a lei imposta no ano passado de impor o voto duplo aos accionistas de longa duração, como é o caso do Estado gaulês. Desta forma, o governo vai ver a sua influência ampliada na Renault. No Conselho anual realizado hoje, a Renault pretendia fazer passar a Resolução 12 com vista à rejeição do sistema de duplo voto para casos especiais, mas necessitava de dois terços para a sua aprovação. Contudo, atendendo ao recente aumento da participação do governo na marca francesa para ver o seu poder de decisão incrementado para os 28,8%, a proposta da marca foi rejeitada, com 39% dos investidores, incluindo o governo francês, a votarem contra a Resolução 12. Recorde-se que no ano passado, o governo aprovou uma lei que concede aos accionistas com mais de dois anos de presença numa companhia o direito de contar com voto duplo, o que para Carlos Ghosn, responsável máximo da Aliança Renault-Nissan, surge como uma contradição com o sistema de um voto por acção. Emmanuel Macron, ministro das Finanças francês (na imagem com Ghosn), referiu na terça-feira que esta medida surge como uma forma de oferecer algumas garantias de controlo ao Estado: “Não somos intervencionistas, mas o Estado não vai ser um accionista sem poder”, é citado Macron no site Automotive News Europe. No seio da Aliança franco-nipónico, a Nissan dispõe de 15% de acções da Renault, mas carece de direito de votos. Para Ghosn, o direito de duplo voto do governo torna a relação entre as duas partes desequilibrada. Antes da reunião, no entanto, a Renault emitiu um comunicado no qual reiterou a sua posição de rejeição ao sistema de duplo voto proposto pelo governo. “Antes da Reunião Geral de 30 de Abril de 2015, o conselho de administração do grupo Renault deseja reiterar as razões para aprovar a chamada Resolução 12 para rejeitar o sistema de direito de duplo voto na Renault e manter o princípio de ‘uma acção, um voto’ como previsto pela ‘Lei Florange’ da legislação francesa”, começa por dizer o referido comunicado, que depois apresenta seis pontos argumentativos. Entre eles, enaltece que a “situação da Renault no que ao sistema de votos diz respeito é muito específica”, lembrando que na Aliança Renault-Nissan a lei do duplo voto seria desproporcional na medida em que a Nissan, que detém 15% das acções da Renault, não tem qualquer poder de votação. Assinala, ainda, que esse equilíbrio e esse acordo “só foi possível manter ao longo de quase 15 anos graças à relação próxima de confiança entre os parceiros na Aliança Renault-Nissan”. Assim, para a direcção da Renault, a introdução do direito de duplo voto apenas serve para acentuar essa desproporção, na medida em que o governo fica com 28% de poder de decisão e a Nissan continua sem direito de voto.]]>

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