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Ensaio: Mazda MX-5 1.8 Zen Edition Roadster Coupé

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Nota: Não se esqueça de colocar o vídeo em 1080p HD!

O Mazda MX-5 comemorou 25 primaveras em 2014, a actual geração está no mercado há nove anos e a próxima chega nos próximos meses, por isso qual será o motivo para ensaiarmos esta versão Zen Edition, comemorativas dos 25 anos do roadster japonês? São vários, mas o principal é ser mais uma oportunidade para desfrutar do mais icónico dos roadsters, sem descurar o facto do Miata merecer uma despedida em beleza.

Tenho, no entanto, de confessar que esta não é a minha configuração preferida. O roadster japonês é muito mais interessante na configuração com capota de lona e, acima de tudo, quando sob o capot se esconde o bloco dois litros de 160 cv, que ainda adiciona um autoblocante e uns amortecedores Bilstein. Para usufruir da bela conjugação de cores e equipamento da versão Zen Edition, a única forma é mesmo através da capota rigída e do motor 1.8 de 126 cv.

Graças à exclusiva cor Titanium Flash e às jantes de 17” com acabamento titânio, o Mazda MX-5 ganha aqui ainda mais apelo visual, continuando a parecer perfeitamente actual, até porque continua a não ter concorrentes que o façam parecer obsoleto visualmente. Sem capota, destaca-se ainda o constraste da pintura da carroçaria com as cores claras do interior, principalmente dos bancos integralmente revestidos a pele.

Ainda no habitáculo, esta versão Zen Edition destaca-se por oferecer, de série, cruise-control, bancos aquecidos, ar condicionado automático, Bluetooth e um sistema de navegação Sanyo, com software TomTom. A posição de condução continua a ser muito baixa, mas a pedir um melhor compromisso com a coluna de direcção que só regula em altura e, mesmo assim, com reduzida amplitude. A caixa manual de cinco velocidades está mesmo onde a mão direita a vai procurar, recordando-me de como o seu manuseamento é delicioso. A direcção é pesada para uma utilização quotidiana, tal como os pedais. Aqui, o MX.5 pode não ser indicado para utilizadores mais sensíveis ou com menor capacidade física. Com a capota colocada, a visibilidade é reduzida, por isso há que saber abordar todos os cruzamentos e entroncamentos.

Dada ordem de marcha ao motor 1.8, volto a lembrar-me de como o som emanado pelo escape está longe de entusiasmar, nem mesmo como esprememos o pouco sumo que o mesmo tem para oferecer. Funcionado um pouco à moda antiga, o motor nipónico tem uma resposta algo letárgica abaixo das 3000 rpm, obrigando a recorrer à caixa com frequência, sob pena de sermos humilhados por um qualquer pequeno familiar com motor Diesel.

Não há qualquer ajuda para poupar combustível, por isso não é de estranhar que o MX-5 ainda só cumpra as normas Euro4, e muito menos ficamos surpreendidos com os consumos, que raramente ficam abaixo dos 10 l/100 km.

Mesmo com prestações algo modestas, o MX-5 continua a ser uma delícia de conduzir, pela forma como todos os comandos interagem com o piloto de ocasião, que se sente quase obrigado a conduzir depressa. O MX-5 segue a linha que queremos, a direcção indica de forma muito fiel o que se passa com o eixo dianteiro e a carroçaria, mesmo com um acerto de suspensão algo mole para os padrões actuais, tem sempre um bom controlo dos seus movimentos.

O MX-5 tem tracção traseira, mas esqueça os drifts com esta versão 1.8. Só é possível em piso molhado e, mesmo assim, nunca de forma totalmente controlada e prolongada, por falta do autoblocante.

Quando circulamos de cabelos ao vento, seja a que ritmo for, o Mazda MX-5 ainda consegue brilhar, pela forma como nos sentimos realmente livres e em simbiose com o automóvel. É uma experiência sempre a repetir, demonstrado que o actual MX-5 ainda pode ser uma excelente opção, mesmo com o novo prestes a chegar. Para mim, teria de ser a versão mais potente, mas direi que este motor 1.8 chega para muito dos compradores de um MX-5 e, deste modo, poderão usufruir de uma combinação exclusiva e inegavelmente apelativa no capítulo visual.

São só 34.721 euros por um automóvel ainda hoje capaz de deixar saudades. Eu fiquei a pensar nele, admito.

 

 

FICHA TÉCNICA

Motor        4 cilindros em linha, longitudinal, traseira
Cilindrada (cc)       1798
Diâmetro x curso (mm)             83,0×83,1
Taxa compressão       10,8:1
Potência máxima (cv/rpm)     126/6500
Binário máximo (Nm/rpm)     167/4500
Tracção     Traseira
Caixa         Manual de 5 velocidades
Comp./largura/altura (mm)    4020/1720/1255
Distância entre eixos (mm)      2330
Largura de vias fte/trás (mm)                1490/1495
Travões fr/tr     Discos ventilados/discos
Peso (kg)   1150
Capacidade da bagageira (l)         150
Capacidade do depósito de combustível (l)       50
Velocidade máxima (km/h)     198
Aceleração 0-100 km/h (s)      9,9
Consumos
Extra-urbano/urbano/misto (l/100 km)          5,5/9,5/7,0
Emissões de CO2 (g/km)           167
Pneus 205/45 R17
Preço     €34.721

Equipamento

Série

Airbag para condutor e passageiro
Airbags laterais dianteiros
Controlo electrónico de estabilidade (desligável)
ABS
Cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Ar condicionado automático
Computador de bordo
Estofos em pele
Bancos aquecidos
Volante em pele, regulável em altura
Vidros eléctricos à frente
Sistema de navegação, bluetooth, USB/Aux
Cruise-control
Faróis de nevoeiro
Kit anti-furo
Espelhos retrovisores exteriores com regulação eléctrica
Fecho centralizado com comando à distância

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