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Motor de cinco cilindros em linha para Audi R8 e Lamborghini Huracan?

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A imposição no mercado chinês de nova fiscalidade com incidência na cubicagem dos motores trouxe novos desafios (e preocupações acrescidas) para as marcas que actualmente vendem naquele país, em especial para as que comercializam modelos de luxo.

Com isto em vista, o grupo Volkswagen pode vir a equacionar o desenvolvimento de unidades de cinco cilindros para os superdesportivos Audi R8 e Lamborghini Huracan, segundo adianta a revista Car and Driver.

Em declarações àquela publicação, Stephan Reil, engenheiro do departamento Quattro, indicou que ainda nada está decidido e que ainda não se efectuou sequer nenhum trabalho naquele sentido, mas que a possibilidade já “foi falada”.

Esse responsável mencionou que uma eventual passagem desse projecto à realidade estaria dependente de uma série de factores, como a longevidade desses regimes de impostos ou da procura dos consumidores por modelos desportivos com motores de menor capacidade em termos de cilindrada.

Recorde-se que o R8 e Huracan dispõem de motor V10 de 5.2 litros atmosféricos, o qual acaba por ser bastante penalizado pela fiscalidade vigente naquele país. Essa revisão fiscal com incidência na cubicagem teve lugar em Março de 2013, iniciando-se nos 9% de taxa para motores de 2.0 litros e subindo de forma linear até 40% para os blocos com capacidade de 4.0 litros ou superior.

Uma alternativa potencial poderia passar pela adopção do motor recentemente revelado no concept Audi TT Clubsport Turbo preparado para o Festival de Wörthersee. Este modelo, que não tem planos de passagem à produção, conta com um motor sobrealimentado de 2.5 litros e cinco cilindros em linha capaz de debitar 600 cv de potência. Uma das suas grandes credenciais está na utilização de turbocompressor eléctrico para funcionamento em baixas rotações, eliminando dessa forma o efeito conhecido como ‘turbo lag’.

Contudo, de acordo com Peter Hollerweger, responsável máximo da Audi Quattro, essa solução tem como desvantagem a necessidade de utilizar um circuito eléctrico de 48V e uma bateria de iões de lítio para gerar aquela energia a partir do motor de combustão interna, o que acrescenta ganhos no peso e no preço: “O problema com a sobrealimentação eléctrica é que este tipo de baterias é muito mais pesado e essa desvantagem tem de ser contrabalançada com os ganhos de performance”, referiu Hollerweger.

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