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O português que idealizou o novo Opel Astra

pedro lazarino

Assumindo-se como uma aposta crucial da Opel para o segmento dos familiares compactos, o novo Astra tem ‘assinatura’ portuguesa no seu processo de desenvolvimento. Pedro Lazarino foi nomeado Gestor de Produto para os Automóveis Compactos, Monovolumes e Crossovers da Opel em Abril de 2013, tendo por missão desenvolver a nova geração do Astra integrado numa equipa multidisciplinar que inclui o Design e a Engenharia.

Contudo, este não é o primeiro automóvel fruto do esforço de Lazarino, lisboeta de 38 anos de idade, radicado em Frankfurt desde 2010. A mudança para aquela cidade teve como objectivo trabalhar na equipa central do Opel Group em Rüsselsheim, naquilo que era suposto ser uma “mudança temporária, mas que tem vindo a ser permanente”, algo que nas suas palavras é bastante positivo.

Com efeito, a responsabilidade de Lazarino na actual gama de modelos da Opel não se cinge ao Astra. O português foi também autor do desenvolvimento do bem-sucedido (a nível europeu) Opel Mokka que, no nosso país é prejudicado pela legislação de classificação em portagens, e do mais recente Karl, um pequeno citadino de cinco portas que combina versatilidade, economia e equipamento completo.

As funções de ‘Group Product Manager’ (designação oficial) englobam a responsabilidade de gestão do projecto de desenvolvimento de um novo modelo, desde a fase da definição da arquitectura até ao lançamento no mercado e consecutivo acompanhamento do desempenho comercial ao longo do ciclo de vida.

Fazendo de guia ao estilo do novo Astra, este responsável explica os princípios que estiveram na génese do desenho deste importante modelo da marca de Rüsselsheim.

“O Astra é muito fácil de apresentar, porque o desenho fala por si. Todas as linhas são dinâmicas e, acima de tudo, revelam uma aposta na eficiência. Gostava de destacar, principalmente, na parte da frente a nova luz de assinatura da Opel em LED de série e os faróis mais expressivos, que nalguns níveis de equipamento podem receber o novo sistema IntelliLuz LED”, começa por referir Lazarino, abordando a dianteira do veículo.

“Na continuação dos faróis aparece a grelha dupla, na mesma linha do protótipo Monza que apresentámos em Frankfurt no ano passado. Gostaria também de enaltecer a forma cada vez mais orgulhos com que apresentamos o nosso símbolo, embutido na grelha com esta separação cromada e que dá uma imagem mais agressiva”, completa.

Destacando o facto de ser mais eficiente e mais compacto, Pedro Lazarino enaltece também a optimização do espaço disponível no habitáculo e na bagageira, indo ao encontro das necessidades dos clientes da Opel, mas também as vantagens obtidas a partir da nova arquitectura, que reduz o peso e, consequentemente, os consumos, as emissões e, paralelamente, melhora a dinâmica de condução.

A importância deste Astra não se esgota no presente, como nos refere Lazarino, olhando também para o futuro.

“O novo Astra marca um virar de página na nossa história. Acima de tudo, a tendência que se vê no mercado europeu é que este segmento é o mais importante e entendemos que continuará a ser o mais importante. Estimamos que, em 2020, um em cada cinco carros vendidos na Europa continuará a ser do segmento C”, aponta o responsável da Opel, demonstrando que com o novo Astra tentou-se obter um compromisso entre racionalidade e emoção.

“Sabemos também que existe um grande número de clientes a migrarem para outra tipologia de viaturas, nomeadamente SUVs e crossovers. Por isso, deixem-nos a nós a responsabilidade de definir produtos no segmento C que sejam simultaneamente escolhas racionais em termos de utilização mas também que tenham um cariz emocionado associado e, por isso, seleccionámos alguns elementos específicos para o novo Astra como o Intelliluz LED ou os bancos AGR com massagem. Queremos, de alguma maneira manter a racionalidade associada a este tipo de viaturas, mas também juntar um pouco de emoção que faça os clientes optarem por modelos de segmento. De igual forma, também não podemos ignorar que em termos europeus o segmento C tem uma componente muito importante de frotas, com os custos de utilização a serem cada vez mais factores chave na decisão e nos compromissos que temos ao longo do desenvolvimento do novo produto”, complementa.

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