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Abrandamento do mercado automóvel na China causa preocupação

Mercedes-Benz at the Auto China, Beijing 2014Mercedes-Benz auf der Auto China, Peking 2014

O abrandamento dos mercados na China pode vir a causar muitas dores de cabeça aos construtores automóveis que apostavam forte no aumento da procura naquele país como forma de incrementar as suas receitas globais.

Habituadas a valores de crescimento substanciais ao longo da última década, os construtores automóveis têm visto com preocupação os desenvolvimentos recentes dos últimos meses, ao longo dos quais o mercado automóvel tem vindo a demonstrar aquilo a que se apelida como ‘normalização’, ou seja, um período de estagnação em termos de vendas. A instabilidade na bolsa causou apreensão nos analistas e nos consumidores, que assim se retraíram. Como resultado, o mercado automóvel em Junho caiu pela primeira vez em mais de dois anos.

Neste cenário, marcas como a Volkswagen ou a Ford já haviam alertado para os desafios inerentes ao abrandamento do mercado automóvel chinês, sendo mais complicado para aquelas que possuem fábricas no território daquele país, numa solução que procura tornar a penetração do mercado mais fácil ao beneficiar do conhecimento dos parceiros locais. A Ford, por exemplo, prevê uma quebra no mercado local pela primeira vez em 17 anos.

Agora, também a BMW demonstrou publicamente a sua preocupação com a situação na China, apontando para uma possível revisão em baixa das receitas esperadas para 2015, atendendo à queda da procura local. Para já, a primeira consequência foi o corte na produção, na China, na ordem dos 16.000 veículos.

A Toyota alinha pelo mesmo diapasão e indicou recentemente que a procura na China está a diminuir, ao passo que os custos de venda locais começam a aumentar, tornando a situação mais delicada. Recorde-se que a marca nipónica vai construir uma nova linha de montagem em Tianjin em 2018, numa parceria com um fabricante local, com o intuito de incrementar a produção local em mais 100.000 unidades anualmente.

Se o mercado mostrar uma contração contínua, a solução para o caso da Toyota passará pelo final da produção numa outra linha de montagem já existente na China, transferindo-a para a mais moderna em Tianjin.

Mercedes-Benz resiste

Por outro lado, em contraciclo com este alarmismo, a Daimler, parece estar a superar as dificuldades do mercado chinês. As vendas unitárias da Mercedes-Benz na China aumentaram 34% para 91.152 veículos comercializados no segundo trimestre, algo que dá motivos para sorrir a Dieter Zetsche, CEO do grupo Daimler, detentor da Mercedes-Benz.

“Acreditamos que não utilizámos convenientemente a nossa marca na China nos últimos anos. Vimos que existem muitas mais possibilidades para explorar esse potencial agora”, referiu Zetsche na apresentação dos resultados do grupo em Julho, demonstrando a sua confiança no crescimento sustentado ao contrário do que tem sucedido com as suas concorrentes alemãs. “Esperamos que o momento positive nas vendas se mantenha”, admitiu o executivo germânico.

Do lado da BMW, apesar da queda, mantém-se, no entanto, a confiança, com Harald Krüger a mencionar há dois dias que o mercado chinês continua a ser de grande importância para os construtores alemães Premium, pelo que continuará a merecer a aposta fundamental da marca bávara.

Contudo, numa nota pouco optimista, Max Warburton, analista automóvel na Sanford C. Bernstein, escreveu ontem que “as coisas podem piorar a partir daqui. O mercado continua a deteriorar-se”.

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