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Mazda MX-5: a diversão está de volta

 

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Mais leve, mais ágil e mais dinâmico do que nunca, o Mazda MX-5 encerra em si um promissor regresso às suas raízes, assente numa premissa simples: renovar o prazer de condução.

Não sendo propriamente o segmento mais representativo em termos de vendas, o mercado dos roadsters reveste-se para a Mazda de uma importância muito especial, uma vez que a marca de Hiroshima conta na sua gama com aquele que pode ser considerado como elemento fundamental pela criação da sua imagem mais emotiva ao longo das duas últimas décadas, o MX-5.

Para a quarta geração, a Mazda aplicou um conceito de recuperação da matéria dada, mas com um nível mais aturado de profundidade. Assim, procurou reduzir o peso total, critério fundamental do conceito Skyactiv, com a aplicação mais extensiva de alumínio para diversos elementos da carroçaria e chassis (aumentando a rigidez estrutural), bem como o recurso a aços de ultra-elevada resistência, com duplicidade de objetivos – elevar a rigidez e baixar o peso do conjunto. Noutra solução mais extrema, a marca realizou mesmo alguns furos nalguns elementos não estruturais da carroçaria, de forma, uma vez mais, a baixar o peso. Quanto? Até cerca de 100 kg, com o balança a acusar 975 kg na versão mais ‘leve’. Percebe-se que esse foi o grande fito no desenvolvimento do novo MX-5, mas que as suas implicações são transversais a todos os seus aspetos, desde as performances à economia, passando pela dinâmica, tão querida para os entusiastas deste pequeno roadster. A capota em lona tem funcionamento manual, sendo bastante simples de retirar ou montar. O isolamento acústico e das vibrações também está bastante melhor.

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Além disso, procuraram-se estabelecer novos parâmetros em termos de distribuição de pesos, que no novo MX-5 é de 50:50 entre os dois eixos, trabalhando-se igualmente o posicionamento do motor, ligeiramente recuado e mais baixo para redução do centro de gravidade, ao passo que os ocupantes foram também movidos ligeiramente mais para o centro do veículo. É, também, mais curto, medindo apenas 3915 mm de comprimento.

 

O resultado é extremamente positivo, com o Mazda MX-5 a ser das propostas mais divertidas de explorar em todo o mercado, por mais ambiciosa que esta afirmação possa parece. Surgindo com duas opções de motores, ambas a gasolina (Skyactiv-G) – um 1.5 litros de 131 cv e um 2.0 litros de 160 cv – pudemos, numa primeira fase, testar o primeiro nas estradas sinuosas das redondezas de Barcelona. Olhando para a ficha técnica e atendendo ao facto de o binário de 150 Nm apenas estar disponível às 4800 rpm, facilmente se percebe que este motor está muito mais disposto a entregar a sua força numa faixa mais elevada de rotações, mas fá-lo de forma tão entusiasmante, ‘rodeando-se’ de aliados tão importantes como a precisão da direção e o do manuseamento da caixa de seis velocidades que o conjunto, no seu todo, se impõe pela diversão. Ou seja, é imperioso jogar com a caixa, mas o posicionamento, bem junto ao volante, e a facilidade com que as mudanças se engrenam tornam a experiência dinâmica singular. Naturalmente, a redução do peso também propiciou uma melhoria no capítulo das acelerações, que no caso do 1.5 é de 8,3 segundos dos 0 aos 100 km/h.

Aproximando-se do conceito original do NA (lançado em 1989), a agilidade é um dos seus pontos mais fortes, sendo fácil atirar a frente para o interior de uma curva e esperar que a traseira ajude a descrevê-la, o que cumpre. Eis o velho conceito ‘FE-RWD’ (Front Engine-Rear Wheel Drive/Motor Dianteiro-Tração Traseira), tão propalado pela marca, aplicado uma vez mais, numa escala mais moderna. Por outro lado, soluciona uma problemática da geração anterior, que era o conforto a bordo, na medida em que este novo MX-5 é muito mais refinado na absorção das irregularidades do asfalto. Com efeito, a diferença é enorme neste campo, sendo bem mais amigo dos passageiros do que o anterior.

A sonoridade emanada do escape, quando acima das 3500 rpm, é outro dos seus predicados, ecoando de forma muito interessante, a fazer lembrar os roadsters de outrora. O consumo anunciado do motor Skyactiv-G 1.5 é de 6,0 l/100 km, num valor que à primeira vista não parece impossíveol de perseguir em condução quotidiana.

Mazda MX-5 - Nice

O interior orienta-se para o condutor, primando pela qualidade dos materiais e para a construção bastante cuidada, destacando-se o painel de instrumentos com o conta-rotações bem ao centro, e os bancos Recaro mais finos e de desenho específico com apoio lombar e lateral de elevado nível. A posição de condução, mais rente ao solo, é outra das suas características positivas, a partir da qual é possível observar os vincos laterais do capot dianteiro, de forma a posicionar a frente no ângulo ideal para a curva. Por outro lado, o banco do condutor não tem regulação em altura e o volante não regula em profundidade. Nada que desvirtue a posição de condução.

Em Portugal, o MX-5 será lançado no início de setembro, com a marca a destacar o bom acolhimento que esta nova geração tem já recebido no nosso país, onde apenas estarão alocadas 100 unidades até final do ano.

A gama estará estruturada em três níveis de equipamento: Essence, Evolve e Excellence, sendo que de base oferece já jantes de liga leve de 16”, luzes LED, Controlo de Estabilidade e ABS, Airbags frontais e de cortina, Sensores da pressão dos pneus, Start-Stop, Ar condicionado manual e Mazda Sound System de quatro altifalantes e ligações USB e AUX. A Evolve acrescenta volante e alavanca em caixa em pele, cruise control, ecrã tátil de 7”, sistema Mazda Sound System com seus seis altifalantes, duas portas USB e Bluetooth com controlo por voz.

A versão Evolve pode receber dois packs opcionais, na forma do Pack High Safety, que integra um conjunto de sistemas como o Lane Departure Warning System (LDWS), ar Condicionado Automático, Bancos em pele e aquecidos, sensores de chuva e de luz, espelho retrovisor com redução de luminosidade e jantes escurecidas, e o Pack Navi, que acrescenta o sistema de navegação.

Os preços para o MX-5 Skyactiv-G de 1.5 litros iniciam-se nos 24.450 euros (Essence), tornando-se assim numa proposta bem mais apelativa a carteiras menos abastadas que procuram um pequeno roadster como ícone da diversão. A versão Evolve situa-se entre os 26.550 euros e os 29.135 euros, ao passo que a mais completa versão Excellence situa-se entre os 30.550 euros e os 33.250 euros.

Não perca, também, o nosso primeiro contacto com a versão Skyactiv-G 2.0 de 160 cv que será publicada em breve.

 

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