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Tribunal decreta que VW terá de vender a sua participação na Suzuki

Volkswagen und Suzuki vereinbaren umfassende Partnerschaft

Chegou ao fim o diferendo judicial que opôs as outrora parceiras Volkswagen e Suzuki ao longo dos últimos quatro anos, com uma decisão do Tribunal Arbitral de Londres a considerar que a marca germânica tem de vender a sua participação de 19,9% na sua congénere japonesa.

As duas companhias firmaram uma parceria técnica em 2009 com vista ao desenvolvimento de pequenos automóveis de baixo custo, além de reforçarem a sua presença nos mercados considerados emergentes, mas escassos dois anos depois, em plena crise financeira global, a Suzuki decidiu colocar um ponto final nesta aliança, iniciando uma ação judicial em Novembro de 2011.

No âmbito daquele acordo, a Suzuki havia adquirido 1,5% das ações da Volkswagen, ao passo que esta última adquiriu 19,9% da companhia japonesa, algo que a Suzuki procurava recuperar desde o início do procedimento judicial de 2011.

Numa nota divulgada hoje, o Tribunal considerou anulada a aliança entre a Volkswagen e a Suzuki, entendendo que a mesma havia sido terminada quando a marca japonesa requereu o final da parceria, mais precisamente a 18 de Novembro de 2011. Apesar de ter visto o tribunal dar por terminada a parceria entre as duas marcas naquela data, foi reconhecida à Volkswagen razão no facto de ter sido a Suzuki a romper a ligação, podendo assim esta exigir uma indemnização por danos sofridos por esse mesmo facto. O montante de quaisquer danos a pagar pela Suzuki à Volkswagen será definido num outro processo.

Decisão agradou a ambas as partes

A Volkswagen, que congratulou a “clareza criada por esta decisão”, terá assim de vender a sua participação na Suzuki, numa medida que poderá, segundo a marca de Wolfsburgo, ter um “impacto positivo nos seus lucros e liquidez”.

“O tribunal rejeitou as alegações da Suzuki para a quebra de contrato e considerou que a Volkswagen cumpriu com as suas obrigações contratuais ao abrigo do acordo de cooperação. Contudo, os decisores entenderam que o término do acordo de cooperação por parte da Suzuki foi feito com a devida antecedência e que a Volkswagen deverá vender as ações adquiridas. A decisão baseia-se no princípio de que um contrato pode ser interrompido ao abrigo de um prazo razoável de pré-aviso”, referiu um comunicado da Volkswagen.

“Além disso, o tribunal de arbitragem confirmou que a Suzuki infringiu o acordo. A Suzuki interrompeu um projeto de cooperação no final de 2010/início de 2011 e falhou a entrega dos direitos para a entrega de motores Diesel. A Volkswagen reserva-se o direito de reclamar uma indemnização contra a Suzuki”, acrescenta, ainda, essa nota.

Da parte da Suzuki, a decisão do tribunal foi recebida igualmente com otimismo, chegando assim ao final um imbróglio que teve diversos momentos, com a marca nipónica a conseguir garantir aquele que era o seu maior objetivo: recuperar a percentagem de ações até aqui nas mãos da VW e procurar um novo parceiro para desenvolver projetos de índole global.

Numa conferência de imprensa em Tóquio, o presidente da marca, Osamu Suzuki, considerou que esta decisão foi “revitalizante”, chegando a compará-la com “uma espinha que saiu da garganta”.

“O Tribunal deu razão às queixas da Suzuki para que a VW se libertasse da sua participação na Suzuki e ordenou que devolvesse aquelas ações à Suzuki ou a uma terceira parte designada pela Suzuzki utilizando um método razoavelmente determinado pela Suzuki”, acrescentou o CEO da companhia nipónica.

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