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Daimler e Renault-Nissan recetivas a aliança com a FCA

Pressekonferenz Daimler_Renault_Nissan _IAA_2015

Tendo reforçado a saúde da sua parceria na mais recente conferência conjunta por ocasião do Salão de Frankfurt, a Daimler e a Aliança Renault-Nissan não rejeitam à partida a possibilidade de adicionar um terceiro elemento à sua união, sendo que a hipótese mais falada para que tal aconteça passa pela Fiat Chrysler Automobiles (FCA).

Sergio Marchionne, presidente da FCA, tem vindo a apelar ao longo do último ano à necessidade de parcerias no setor automóvel de forma a reduzir custos de desenvolvimento e de produção, tendo apontado, numa primeira fase, à General Motors. Contudo, em virtude da fraca recetividade mostrada pela companhia norte-americana e pela sua presidente, Mary Barra, o italiano necessita de encontrar alternativas. E essa pode passar pela aliança já existente entre a Daimler e a Renault-Nissan.

Numa conferência em que se debateram os resultados da sua parceria de seis anos, Dieter Zetsche, presidente da Daimler, e Carlos Ghosn, presidente da Aliança Renault-Nissan, mostraram abertura quanto à possibilidade de adicionar a FCA à sua união.

“Qualquer simples oportunidade que tivermos à nossa frente… vamos abordá-la”, referiu Ghosn em declarações citadas no site Thedetroitbureau.com, sendo que Zetsche foi mais cauteloso na sua abordagem a este tema, mesmo que também não tenha fechado a porta a essa solução.

“Temos de pesar bem os benefícios que se podem obter contra as complexidades adicionais. Existe um ponto crítico”, observou o executivo alemão, para quem o historial com a Chrysler não é isento de problemas. Recorde-se que a Daimler e a Chrysler tiveram uma parceria no passado, apenas para ser rompida de forma abrupta.

Quanto à situação atual da união entre Daimler e a Renault-Nissan, ambas as partes manifestaram a sua satisfação com os resultados obtidos até aqui (destacando a existência de 30 projetos conjuntos) e apontam de forma confiante para novas soluções conjuntas para o futuro, podendo mesmo passar pelo desenvolvimento de tecnologia comum para modelos autónomos, algo que os dois lados procuram acelerar.

Não há dúvida na minha mente de que a eletrificação, a condução autónoma e a conectividade vão mudar profundamente os produtos que colocamos no mercado”, afiançou Ghosn, com Zetsche a seu lado.

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