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Energica Ego: as motos superdesportivas elétricas chegam a Portugal

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Além dos automóveis elétricos, também o mercado dos motociclos elétricos começa agora a despontar no nosso país, havendo já uma série de interessados na expansão deste setor de veículos de duas rodas com propulsão elétrica. Com efeito, a ZEVtech, empresa que nasceu em 2011 e que tem como ‘core business’ a distribuição de veículos 100% elétricos e acessórios, é uma das que mais tem apostado na disseminação das motos elétricas.

A sua mais recente aposta é a Energica Ego, uma superdesportiva de desenho italiano que eleva as prestações para um patamar superior, oferecendo uma experiência de condução mais especial e sem emissões poluentes para a atmosfera. Trata-se da primeira moto destas características a surgir no mercado nacional.

Vasta experiência

Sedeada na icónica cidade de Modena, em Itália, a Energica Motor Company é uma holding do Grupo CRP, companhia com 45 anos de experiência de competição ao mais alto nível, mercê da conceção de peças para equipas de Fórmula 1, mas também para algumas marcas de superdesportivos. Da sua aposta no campo das energias sustentáveis resultou a marca Energica, sendo que o modelo agora lançado em Portugal pela ZEVtech é a Ego, que faz uso de um motor de 136 cv/100 kW com 195 Nm de binário para marcar a diferença.

Sérgio Almeida, CEO da ZEVtech, explicou o conceito por trás desta moto desportiva, cujo estilo se revela impactante ao primeiro olhar.

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“Tratando-se de uma superdesportiva até faz mais sentido ser elétrica, já que as motos desse tipo não fazem muitos quilómetros. Destacam-se mais pelo prazer no prazer de condução e nisso esta moto é fantástica porque como elétrica que e é e com um binário de 195 Nm parece um foguetão desde a partida”, começa por dizer aquele responsável no evento de lançamento, que decorreu nas instalações da parceira ZEEV, no Parque das Nações.

“Está limitada eletronicamente a 240 km/h e tem 136 cv, o que demonstra que a potência não é assim tão importante em relação aos motores de combustão, o binário é ainda mais importante, fazendo menos de três segundos dos 0 aos 100 km/h. Outra particularidade é que é a primeira moto a chegar ao mercado nacional com sistema de carregamento rápido, podendo carregar até 85% da bateria em apenas meia hora”, acrescenta, lembrando ainda que a autonomia média é de 150 quilómetros.

Com um preço de base de 32.000 euros, esta moto apresenta uma série de equipamentos extra que lhe conferem uma maior presença e maiores capacidades, como as jantes OZ, o mapa desportivo (que permite obter os 195 Nm de binário) ou o carregador rápido, com Sérgio Almeida a enaltecer que “é um extra que aconselhamos, porque é o futuro”.

Concentrado tecnológico

Com chassis em fibra de vidro, alguns pormenores podem ser em carbono, como refere aquele mesmo responsável, apontando um peso de 280 kg para este modelo. Do lado técnico, destaque para a conjunção entre o motor elétrico e as baterias de Lítio-Polímero de alta densidade de 11.7 kW, alojadas num bloco situado na mesma posição em que um motor a combustão se situaria. O tempo de carregamento numa tomada comum ronda as três horas e meia. O próprio painel de instrumentos conta com uma série de elementos distintivos e configuráveis, estando prevista para 2016 a conetividade a smartphones.

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Esta não é a única das motos elétricas a ser comercializada pela ZEVtech, já que outras marcas, como a Brammo, já circulam nas nossas estradas. Sérgio Almeida destaca que, embora seja “um nicho de mercado, vão havendo algumas vendas, o que não é nada mau. Da Brammo já temos umas 11 ou 12 unidades vendidas”. Contudo, o panorama poderá melhorar caso os incentivos fiscais à compra de veículos elétricos se estendam ao setor das motos, numa expectativa que Sérgio Almeida acalenta que possa acontecer em breve.

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