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Governo português sem sinais de desinvestimento na Autoeuropa

Autoeuropa

O investimento da Volkswagen na Autoeuropa, em Palmela, deverá estar seguro. Esta é a convicção do Governo português, que garantiu não ter recebido quaisquer indicações por parte do Grupo Volkswagen de que a aposta na infraestrutura nacional esteja em risco.

Na sequência do escândalo relativo aos motores diesel EA 189, que se descobriu estarem equipados com um software que adulterava as emissões de óxido de azoto (NOx) quando em situação de teste, a cúpula diretiva do Grupo Volkswagen está reunido esta semana na Alemanha para debater a atual situação e traçar um plano de ação para o futuro, incluindo a interrupção de alguns projetos e investimentos ainda em fase inicial.

Em declarações ao Económico, uma fonte oficial do Ministério da Economia referiu que “o Governo português confirma que não há qualquer indicação do grupo Volkswagen que vise comprometer o investimento contratado em Portugal”, clarificando desta forma o atual panorama em volta da fábrica nacional.

Recorde-se que a Autoeuropa deverá ser o ‘berço’ de um novo modelo com características SUV com produção agendada para o final de 2016 ou início de 2017, num investimento que compreende cerca de 670 milhões para a expansão daquela infraestrutura.

Contudo, o despoletar do recente escândalo com os motores EA 189 – compreendendo viaturas da Volkswagen, SEAT, Skoda e Audi – poderá vir a alterar o plano inicial, ainda que os mais recentes comentários do Governo português indiquem que nada se terá alterado relativamente ao investimento da Volkswagen na fabrica de Palmela.

Entretanto, tal como o Automonitor já havia revelado, foi confirmada a produção no passado de dois modelos em Palmela com os motores EA 189 – o Volkswagen Scirocco e o SEAT Alhambra. Sobre esta situação, António Chora, da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa, indicou em declarações à RTP que os trabalhadores da fábrica lusa eram completamente alheios à montagem do software que adulterava os valores de emissões de óxidos de azoto (NOx) para a atmosfera, explicando que os motores “vêm completos [da Alemanha], apenas os acoplamos ao carro”.

“É normalíssimo. Tenho a certeza que ninguém tinha conhecimento disso”, acrescentou ainda aquele representante dos trabalhadores. Resta indicar que a Autoeuropa deixou de montar aquelas unidades há cerca de um ano, com a introdução de uma nova gama de blocos.

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