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Estudo deteta mais marcas com emissões de NOx acima do anunciado

poluição gases ambiente

Um novo estudo levado a cabo pela Emissions Analytics indica que a Volkswagen não será a única marca com emissões de óxido de azoto acima do anunciado. Também os automóveis testados pela Mercedes-Benz, Honda, Mazda e Mitsubishi emitem mais do que o homologado pelas marcas, ainda que em nenhum dos casos se tenha detetado a existência de um software para a adulteração dos mesmos, como sucedeu com a Volkswagen.

O estudo, divulgado pelo jornal britânico The Guardian, indica que existem discrepâncias significativas entre os níveis de emissões de partículas nocivas NOx homologadas e as medidas em condições reais, surgindo agora dados que apontam também a Mercedes-Benz, Honda, Mazda e Mitsubishi como fabricante de automóveis com níveis dispares no que diz respeito àquele tipo de emissões para a atmosfera.

Nick Milden, responsável da companhia que procedeu aos ensaios, a Emissions Analytics, indicou ao The Guardian que “este problema é sistémico” ao setor automóvel, na medida em que assenta numa disparidade de medição entre aquilo que é tido em conta em condições de laboratório (na Europa através dos ensaios NEDC) e na estrada, já que as condições de teste – tanto para as emissões como para os consumos – respondem a um padrão idêntico para todas as marcas, mas que não é representativo das condições de utilização na realidade.

Testes NEDC salvaguardam marcas

Confrontadas pelo The Guardian, as quatro marcas visadas por este estudo escudam-se nesse mesmo facto. No entanto, é de notar que existe um esforço de várias marcas para a adoção de um novo esquema de aferição de emissões e de consumos – mais próximo da realidade -, cuja introdução está prevista para breve, o RDE.

Da parte da Mercedes-Benz, cujos veículos testados emitiram cerca de 2,2 vezes mais do que os limites previstos na norma Euro 5 (com uma média de 0,406 gramas), fonte da marca referiu ao jornal britânico que “uma vez que as condições de condução em circunstâncias reais não refletem, de modo geral, as condições de laboratório, os valores podem divergir dos valores homologados”, justificação que também foi utilizada pelas restantes três marcas.

A Honda, cujos carros diesel emitiram, de acordo com a Emissions Analytics, mais 2,6 e 6 vezes do que o anunciado (uma média de 0,484 gramas), referiu que “testa os seus veículos no estrito cumprimento da legislação europeia”. A Mazda, marca cujos automóveis emitiram uma média 0,293 gramas superior ao anunciado, também indicou que “em cumprimento da lei”, são efetuados todos os esforços para se assegurar que os automóveis novos, a “gasolina e diesel cumprem as regulações” Já um porta-voz da Mitsubishi (em média 0,274 gramas superior ao anunciado, ou seja, 1,5 a 3,4 vezes mais) explica que uma parte do problema agora descoberto reside no facto de a que “[os ensaios] NEDC nunca tiveram por objetivo representar a condução em situação real”.

Abordando esta questão, algumas marcas, como a Honda e a Mercedes-Benz (do grupo Daimler), demonstraram o seu apoio na adoção de uma regulamentação mais realista dos ciclos de consumos e de emissões, a RDE (Real Driving Emissions) que está a ser preparada para introdução em lugar dos testes NEDC em 2017 e que tem na Associação Europeia dos Construtores Automóveis (ACEA) o seu representante nas negociações com a União Europeia.

O estudo agora divulgado pelo The Guardian junta-se àquele já lançado pela ADAC, a maior organização motorizada da Europa, que há duas semanas apontou uma série de modelos diesel de marcas como a Renault, Nissan, Hyundai, Fiat, Jeep, Citroën e Volvo como mais poluentes em condições reais do que em laboratório.

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