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Autoeuropa mantém investimentos programados

Autoeuropa vista aérea

A reunião entre o ministro da Economia, António Pires de Lima, e Herbert Diess, membro do conselho de Administração da Volkswagen, confirmou as expetativas do Governo Português de que a marca alemã irá manter todos os projetos de investimento programados para a fábrica da Autoeuropa, em Palmela.

A garantia foi dada ao Executivo Português após uma teleconferência entre as duas partes, na qual participaram ainda o secretário de Estado da Inovação, Investimento e competitividade, Pedro Gonçalves, e o diretor da infraestrutura de Palmela, António Melo Pires, ficando estabelecida a entrada em funcionamento da nova plataforma de produção MQB até ao ano de 2018.

“A nova unidade de produção entrará em laboração até 2018 com um nível de actividade previsivelmente igual ou superior ao que foi contratualizado com a AICEP”, lê-se em comunicado emitido pelo Ministério ao final desta tarde.

A introdução dessa nova arquitetura de produção para a fábrica de Palmela envolveu um investimento de 677 milhões de euros e deverá traduzir-se em dois novos modelos. No entanto, ainda não se sabe quais serão os novos modelos que chegarão às linhas de montagem da Autoeuropa, depois de ter sido descontinuado o descapotável Eos. No entanto, tudo aponta para que seja um novo SUV de pequenas dimensões (assente no Polo), segmento atualmente em voga no mercado mundial, e um outro veículo, potencialmente com a mesma tipologia mas de maiores dimensões.

Este investimento terá um importante impacto na economia portuguesa sendo que, para que este aumento de produção funcione, a VW investiu mais de 2,9 milhões de euros no terminal de automóveis do porto de Setúbal, local onde se exportam os modelos fabricados pela fábrica de Palmela, nomeadamente para o mercado chinês. Em números, serão mais 5,8 hectares livres destinados ao efeito para a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra.

Estas conversações surgem depois de o grupo Volkswagen  ter sido obrigado a realizar cortes no ordem dos mil milhões de euros e abandonar alguns projetos pendentes da empresa, numa altura em que lida com os custos do escândalo das emissões dos motores diesel.

A este respeito, a marca garantiu que a situação com todos os veículos equipados com o software capaz de adulterar as emissões de óxidos de azoto apenas estará regularizada no final de 2016, sendo que os casos que apenas necessitem de uma atualização de software deverão ser resolvidos ao longo do primeiro trimestre de 2016. Naqueles que obriguem a reparações mais profundas de índole técnica, a resolução será mais demorada.

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