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Volkswagen vai assumir custo adicional com as emissões de CO2

2014-vw-golf-blue-e-motion-exterior-logo-8 Na sequência da descoberta de “discrepâncias” encontradas pela Volkswagen entre os valores de CO2 anunciados e os medidos em utilização real nalguns dos seus motores, a Volkswagen terá já garantido à União Europeia que será a marca e não os clientes a pagar eventuais valores a mais decorrentes da taxação fiscal das emissões de CO2. Recorde-se que em muitos dos países da União Europeia, um dos elementos de fiscalidade automóvel é, precisamente, o valor de emissões de CO2, pelo que confirmando-se a existência de cerca de 800 mil automóveis da Volkswagen (com motores 1.4, 1.6 e 2.0 TDI e 1.4 TSI CoD) com valores superiores aos reais, a marca poderá incorrer em penalizações fiscais. De acordo com o site Automotive News, a marca terá já enviado uma comunicação aos ministérios das Finanças dos Estados-membros da UE indicando a intenção de pagar a diferença fiscal correspondente ao valor superior das emissões de CO2, protegendo dessa forma os seus clientes. A Volkswagen continua a envidar esforços no sentido da clarificação desta situação com o CO2 e, também, das emissões de óxido de azoto (NOx) adulteradas nos modelos diesel com o motor EA 189. Em relação ao caso das emissões de CO2, a marca já colocou de parte cerca de 2 mil milhões de euros referentes a custos com esta situação. Como obteve a VW emissões de CO2 mais baixas? Entretanto, o jornal alemão Bild am Sonntag, revelou informações sobre este novo caso no seio da Volkswagen, explicando essencialmente a forma como os testes de homologação foram conduzidos para a obtenção de homologação nas autoridades alemãs (recorde-se que são as marcas a indicar os seus valores de emissões e de consumos às autoridade germânicas). Assim, de acordo com as fontes da marca ouvidas por aquela publicação, os engenheiros terão conscientemente aplicado medidas específicas para baixar os níveis das emissões da CO2, incluindo pressões dos pneus excessivamente altas ou adição de gasóleo ao óleo do motor para assim melhorar os valores de emissões e dos consumos. Ambas as medidas são contraproducentes em utilização real, mas terá sido essa a forma encontrada pelos engenheiros da marca de irem ao encontro da meta estabelecida pelo anterior presidente da marca, Martin Winterkorn, de reduzir as emissões de CO2 em 30% até ao ano de 2015, preferindo assim ocultar do presidente da companhia a impossibilidade de atingir essa meta.]]>

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