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VW: esforços para normalização dos motores TDI são "exequíveis"

matthias muller A Volkswagen garante que tem capacidades técnicas e financeiras para repor a legalidade de cerca de 8.5 milhões de automóveis vendidos na Europa com um software para manipular as emissões poluentes. Num discurso realizado em Wolfsburgo, o CEO da Volkswagen, Matthias Müller, referiu que a sua companhia tem todos os meios necessários para repor a situação de forma eficaz, reparando os cerca de 8.5 milhões de veículos a gasóleo equipados com o software ilegal para a gestão ‘maliciosa’ das emissões dos gases nocivos, sobretudo, do NOx. “Os esforços para levar a cabo a reposição [da legalidade] são técnica, mecânica e financeiramente exequíveis. É um bom desenvolvimento”, referiu Müller num texto a que a Reuters teve acesso, indicando ter já soluções para a situação com os motores 1.6 e 2.0 TDI, ou seja, cerca de 90% dos modelos afetados por esta polémica do grupo Volkswagen. Os motores 1.2 TDI encontrados em modelos como o VW Polo, SEAT Ibiza ou Skoda Fabia também terão de ser revistos, embora a solução neste caso deva passar apenas por uma alteração de software. A solução para os motores 1.2 TDI será, então, apresentada no final deste mês, sendo sujeito a aprovação das autoridades alemãs competentes, a KBA, que já se encontra a avaliar o plano proposto pela marca para os motores 1.6 TDI e 2.0 TDI. Para os blocos 1.6 TDI, a solução será, ao que tudo indica, menos grave do que inicialmente se suspeitava, passando por alteração de software e “ligeiras alterações ao sistema de admissão de ar”. “A nossa suposição inicial de que seriam necessárias alterações significativas ao motor não se provou verdadeira”, adianta Müller, que não quis, no entanto, conceder uma data limite para ter esta questão totalmente solucionada. Uma investigação intermédia será publicada, no entanto, em meados de dezembro, clarificando assim um pouco mais os contornos desta situação que abalou a indústria automóvel. Além da questão relativa ao óxido de azoto (NOx), para a qual já colocou de parte cerca de 8.7 mil milhões de euros para cobrir os gastos referentes a alterações técnicas e indemnizações, a Volkswagen está também a braços com dados de CO2 “discrepantes” em cerca de 800 mil automóveis vendidos na Europa, o que pode prefigurar também mais gastos suplementares por questões fiscais.]]>

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