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Honda NSX: Uma lenda que se apresta a regressar

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“New Sportscar Experimental”. Eis a expressão que deu origem a uma sigla – NSX – que passou a fazer parte do dicionário de muitos entusiastas de automóveis desportivos. Pensado inicialmente em 1984, a versão de produção deste Honda apenas foi lançada cerca de seis anos mais tarde, em 1990, marcando um forte impacto no momento da sua chegada.

Ao longo do seu desenvolvimento, a Honda teve como principal objetivo criar um desportivo eficaz e competente em termos dinâmicos, mas também versátil e dócil em utilização quotidiana. Aquilo que parecia uma combinação inusitada acabou por ser uma premissa que valeu ao NSX uma legião de fãs e, mais importante, um papel de relevo face aos rivais de marcas até então consideradas inatingíveis – Ferrari (348) e Porsche (911).

Sem procurar velocidades de ponta exorbitantes, a Honda afinou o NSX original para um propósito diferente, nomeadamente para prestações dinâmicas de alto nível. Foi por aí que o NSX se destacou, contando com inovações como a carroçaria integralmente produzida em alumínio e com a ajuda de Ayrton Senna no desenvolvimento.

O piloto brasileiro, de quem Soichiro Honda era um adepto confesso (sobretudo pelo espírito intransigente nas pistas) testou o NSX nalgumas ocasiões, dando a sua opinião quanto a pontos a melhorar no desportivo. A sua participação nesse processo não foi muito extensa, mas foi o suficiente para oferecer àquele desportivo uma aura imperturbável, sendo até hoje conhecido como o ‘carro que Senna ajudou a desenvolver’.

Resta dizer que o paulista nutria também uma relação de grande amizade e respeito para com o fundador da marca, além de ser bastante acarinhado pelo público japonês, autenticamente louco pelas façanhas de Ayrton.

NSX 2 Door

A potência máxima nunca foi um dos seus objetivos, com a versão original a surgir com 274 cv de potência. Mais tarde, um bloco de 3.2 litros foi instalado no compartimento do motor, oferecendo mais 20 cv, o suficiente para manter o NSX num patamar equilibrado face aos seus rivais. Mais relevante foi a adição de uma versão mais extrema Type R, que procedeu a uma importante redução de peso na ordem dos 200 kg.

NSX 2 Door

Finda a sua produção em novembro de 2005, criou-se um vazio na chama desportiva da Honda. O seu sucessor deveria ter surgido em 2009, mas a crise financeira e o terramoto e consequente maremoto no Japão levaram a marca a cancelar o projeto do NSX ainda em fase de desenvolvimento. Nem tudo se perdeu, no entanto. O modelo, renomeado HSV-010 GT, substituiu o ‘reformado’ NSX no Campeonato Japonês de GT, conhecido por SuperGT, rivalizando nas pistas com os rivais da Nissan e Lexus (Toyota), fazendo uso de um motor da Fórmula Nippon cujo registo sonoro era bem único.

Contudo, já com Takanobu Ito na liderança da companhia, a Honda lançou-se no desenvolvimento de um novo desportivo, sucessor do NSX em espírito e prestações dinâmicas. A responsabilidade pela evolução deste projeto ficou a cargo da divisão norte-americana da Honda (mais concretamente através da marca Acura), sendo os modelos produzidos em Ohio. A simplicidade do NSX original, contudo, foi posta de parte. Em seu lugar surge um conceito mais complexo, com um motor V6 bi-turbo de 3.5 litros capaz de debitar 507 cv, associado a três motores elétricos num esquema a que a marca apelidou SH-AWD (Super Handling – All Wheel Drive) e caixa de dupla embraiagem com nove velocidades. A potência total é de 581 cv de potência.

O futuro parece ser emocionante, mas com um passado tão distinto, nada como recordar este icónico modelo no momento em que se celebra o décimo aniversario do final da produção da primeira geração.

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