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Renault anuncia regresso à Fórmula 1

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A Renault está de regresso ao Mundial de Fórmula 1. A marca francesa confirmou esta noite a aquisição da equipa Lotus, promovendo desta forma o seu retorno à modalidade com uma equipa oficial depois de em 2011 ter deixado a F1 enquanto tal para passar a ser unicamente fornecedora de motores.

As duas partes já haviam assinado um memorando de entendimento há cerca de dois meses para a aquisição da Lotus por parte da Renault, mas foram precisas ainda diversas semanas até que fosse concretizado este negócio, enquanto a marca gaulesa avaliava a possibilidade de regressar à modalidade com o seu próprio nome, embora sempre com o foco na contenção de custos, algo que Carlos Ghosn, presidente e CEO da Renault, deixou transparecer num comunicado emitido esta noite.

“A Renault tinha duas opções: voltar a 100% ou abandonar. Depois de um estudo aprofundado, decidi que a Renault irá estar na Fórmula 1 já a partir de 2016. Os detalhes finais que nos foram fornecidos pelos acionistas principais da Fórmula 1 deram-nos a confiança necessária para aceitar este novo desafio”, explicou Ghosn, que não esconde o objetivo de vencer, “mesmo que demore algum tempo”.

Ao longo do comunicado, é deixado claro que a presença na F1 apenas como fornecedora de motores, posição a que se reservou desde 2011, oferecia um retorno limitado no que diz respeito ao investimento e à imagem, pelo que a solução escolhida passou pelo retorno à modalidade, através da aquisição da Lotus, formação que, de resto, sucedeu à própria Renault quando esta abandonou a F1 no final de 2011.

Com efeito, a mesma estrutura que atualmente é detida pela Lotus em Enstone, no Reino Unido, foi também aquela que foi utilizada pela Renault para a obtenção dos seus títulos em 2005 e 2006 por Fernando Alonso, mas também pela Benetton em 1994 e 1995, então por Michael Schumacher. A Lotus F1 Team e a Renault vão continuar a trabalhar em conjunto para finalizar os contratos o mais rapidamente possível, com as informações mais detalhadas desta operação e dos planos desportivos da marca para 2016 a serem dados a conhecer no início do próximo ano.

A decisão da Renault de aprofundar a sua presença na F1 é também a confirmação do seu empenho no automobilismo e na pesquisa de novas soluções tecnológicas, sendo a Fórmula 1 identificada pela Renault como “o derradeiro símbolo de paixão pelos automóveis. A paixão define a Renault tal como é expresso pela sua assinatura de identidade – ‘Passion for Life’. Recorde-se que os regulamentos atuais da modalidade obrigam as equipas a utilizar motores V6 híbridos turbo com controlo substancial nos consumos, sendo esta uma tecnologia que permite construir pontes entre os monolugares de competição e os seus carros de estrada, em particular no que diz respeito às tecnologias elétrica e híbrida.

Este passo da Renault vai também propiciar um maior envolvimento da marca no desenvolvimento da gama Renault Sport (R.S.) da sua gama de modelos, confirmando o desenvolvimento de produtos localizados para cada mercado consoante as necessidades locais.

A título de curiosidade, note-se que foi da responsabilidade da Renault a introdução na Fórmula 1 da tecnologia turbo, em 1977, quando um monolugar amarelo e pretos surgiu no Grande Prémio da Grã-Bretanha daquele mesmo ano. Pouco fiável e pouco veloz, as equipas rivais apelidaram-no de ‘bule amarelo’, mas o triunfo no GP de França de 1979, apenas dois anos depois da sua estreia, no circuito de Dijon-Prenois, tornou evidente as vantagens da sobrealimentação. Em pouco tempo, assistiu-se a uma disseminação da tecnologia por todos os outros fabricantes, naquilo que culminou numa era de ouro para a modalidade.

Marcas como a Ferrari, Honda ou BMW ingressaram depois na categoria, com potências que chegavam a rondar os 1500 cv em configuração de qualificação.

A Renault participou em mais de 600 grandes prémios, contando com 168 vitórias, 12 títulos de Construtores e 11 de Pilotos ao longo de quase 40 anos de atividade na Fórmula 1.

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