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Ensaio Mercedes-Benz GLE 350 d 9G-Tronic 4Matic: Bom gigante

Mercedes-Benz GLE, W 166, face lift 2015

Este ano de 2015 fica marcado para a Mercedes-Benz por uma forte aposta no segmento dos SUV. Compreendendo que este é cada vez mais apreciado por parte das automobilistas a nível mundial, a marca de Estugarda redobrou os seus esforços na criação de uma gama de modelos mais ampla que atualmente tem um representante em praticamente todos os segmentos.

No caso do GLE a aposta foi uma espécie de ‘baralhar e dar de novo’. Isto porque a renovação do GLE teve por base o ML, que embora tenha sido lançado em 2012 surge agora de ‘cara lavada’ para se manter a par da sua principal concorrência – cada vez mais séria e competente. Assim, de Estugarda surge um modelo com novos atributos e eficiência acentuada. A primeira alteração dá-se logo com a denominação, que segue a linha recente de separação entre a gama de berlinas e os SUV, assumindo o prefixo ‘GL’ antes do ‘E’ que o equipara ao posicionamento e importância do Classe E.

Além das particularidades de nomenclatura, o leque de alterações prossegue ao nível estético, com este GLE a receber uma série de atributos que o colocam bem a par da restante gama da marca germânica, em especial na dianteira, com novos faróis (munidos de tecnologia LED), grelha e para-choques mais dinâmicos. Na traseira, a receita repete-se com farolins redesenhados e para-choques igualmente alterado. Com este ‘facelift’, o GLE ganhou aspeto rejuvenescido e mais apelativo, capaz de marcar pontos pela sua imponência em conjunção com elegância. Uma combinação estranha, mas bem-sucedida para este ‘bom gigante’.

Mercedes-Benz GLE, W 166, face lift 2015

No interior, a Mercedes-Benz procurou dotar o GLE de maior qualidade percebida, renovando alguns pormenores. Com efeito, no habitáculo, sobressai a elevada qualidade dos materiais utilizados e o rigor de construção. Na consola central impera o grande ecrã tátil de 7 polegadas que serve de aglutinador das funções de multimédia e de informação, sendo possível até consultar os valores de potência e binário utilizados em cada momento, além, claro, de saber informações de GPS e ajustar os parâmetros do sistema Dynamic Select. O volante de dimensões mais reduzidas e formato desportivo é igualmente bem concebido e ajuda à condução. No túnel central aparece o ‘rato’ do sistema multimédia, ao lado do comando rotativo para os modos de condução, os quais serão abordados mais para diante.

Mercedes GLE (9)

Espaço e conforto abundam em todos os lugares, sobretudo atrás, albergando três passageiros com facilidade. O lugar central acaba por beneficiar com o facto de não ter um túnel central muito intrusivo, facilitando a colocação dos pés do passageiro desse lugar. Os espaços de arrumação também são em bom número, destacando-se os espaços no túnel central e nas portas. A bagageira com 690 litros sobressai como uma das maiores do segmento, sendo por isso um motivo de destaque.

Agilidade de bom nível

As imagens não enganam. O GLE é grande, mas com quase cinco metros de comprimento (4819 mm), consegue ainda assim ser ágil em toadas rápidas. É impossível disfarçar o adornar da carroçaria, mas o mesmo é contido de forma eficaz pelo conjunto de suspensões bem concebido, ainda que os sistemas de acerto dinâmico ajudem (e de que maneira) neste ponto. É certo que que o GLE não é um ‘ginasta’ em curva, mas a suspensão pneumática Airmatic (um valioso opcional com custo de 2100 euros) e a tração integral 4Matic (que divide a potência 50:50 entre os dois eixos) combinam para ajudar a extrair o melhor em termos dinâmicos deste Mercedes-Benz. A direção também contribui para uma condução aproximada à de uma berlina e não à de um SUV destas dimensões.

Mercedes GLE (2)

Além disso, munido com tecnologia Dynamic Select de série, o GLE consegue beneficiar de ‘personalidades’ múltiplas, graças ao seletor que permite alternar entre os modos Sport, Comfort, Individual, Slippery e Off-Road, cada um deles oferecendo uma afinação específica e capaz de alterar a resposta do motor, da caixa 9G-Tronic e do amortecimento para cada momento.

O mais dinâmico, Sport, torna a suspensão mais firme e reduz a altura ao solo, além de colocar a direção mais pesada e alterar a gestão do motor e da caixa para respostas mais prontas, sendo através deste que o GLE mostra maiores aptidões, com reações seguras que acabam por evidenciar o acerto do conjunto chassis sem ser desconfortável. Aliás, refinamento é nota de destaque neste GLE, qualquer que seja o modo escolhido. Não obstante, o modo Normal oferece o maior equilíbrio entre eficiência e tranquilidade de rolamento.

Já o modo Off-road afina os diversos sistemas deste imponente Mercedes-Benz para práticas fora de estrada, havendo ainda que contar com o Hill Descent Assist, ou seja, controlo de velocidade em descida, além de aumento do curso da suspensão. No caso em análise, contudo, há um senão providenciado pelos acessórios AMG (a começar pelas belíssimas jantes de 21 polegadas), com a ‘beleza’ providenciada pelos mesmos a ter um ‘custo’, já que desaconselham a ‘aventuras’ mais extremas.

Motor competente, mas ‘sedento’

No caso do GLE 350d, recorre-se ao bloco V6 de 3.0 litros com 258 cv e 620 Nm de binário máximo, que assegura respostas rápidas sempre que necessário, havendo ainda que salientar a suavidade e fluidez da caixa 9G-Tronic. As subidas de regime são rápidas e o binário está sempre disponível numa faixa ampla de rotações, ainda que, por vezes, a gestão do sistema da caixa de nove velocidades demore algum tempo a responder às solicitações do condutor. Em modo Sport essa tendência é quase eliminada, oferecendo respostas muito mais lestas graças à maior ‘atenção’ da caixa ao pisar mais veemente do acelerador. As patilhas atrás do volante permitem igualmente gerir as passagens de caixa com rapidez.

Mercedes-Benz GLE, W 166, face lift 2015

Por outro lado, a bordo vive-se um ambiente de tranquilidade e sossego, praticamente sem ruído e vibrações em arranque e em velocidades de cruzeiro, o que contribui para viagens longas descansadas. Já a economia é um fator que deixa algo a desejar: os 6,6 l/100 de média anunciada parecem algo irrealistas, sendo mais provável rondar os nove litros por cada 100 quilómetros (9,7 l/100 km no ensaio).

De resto, nota para o muito equipamento de série oferecido pela Mercedes-Benz, que faz com que os 86.450 euros revelem uma boa relação preço/conteúdo, aquilo que em inglês se denomina ‘value for money’, apresentando uma lista bem recheada. Os extras, esses, são tradicionalmente dispendiosos, ainda que acrescentem ainda mais valor a este renovado SUV germânico, como são os casos da suspensão Airmatic (2100 euros) ou das Linhas Interior e Exterior da AMG (1500 euros e 3600 euros, respetivamente).

VEREDICTO

A Mercedes-Benz não quer perder o ‘comboio’ dos SUV de segmento superior e com o GLE tem uma arma consideravelmente apelativa. Sobressai pela condução próxima à de uma berlina, fazendo esquecer muitas vezes as suas dimensões, além de beneficiar de motor diesel com prestações à altura, ainda que os consumos mostrem uma tendência mais elevada do que seria desejável. Já o interior destaca-se pelo imenso espaço oferecido para todos os ocupantes, pela amplitude da bagageira e pela qualidade presente em praticamente todos os detalhes. Em suma, uma renovação quase total que merece figurar entre as propostas de topo neste segmento.

FICHA TÉCNICA

Mercedes-Benz GLE 350 d 9G-Tronic 4Matic

Motor
Tipo 6 cilindros em V, long., inj. common-rail, turbo
Cilindrada 2987
Diâmetro x curso (mm) 83,0×92,0
Taxa compressão 15,5:1
Potência máxima (cv/rpm) 258/3400
Binário máximo (Nm/rpm) 620/1600-2400
Transmissão e direcção
Tracção Integraç
Caixa Automática de 9 velocidades
Direcção Pinhão e cremalheira, com assistência eléctrica
Dimensões e pesos
Comp./largura/altura (mm) 4819/1935/1796
Distância entre eixos (mm) 2915
Largura de vias fte/tras. (mm) 1648/1663
Travões fr/tr. Discos ventilados/discos
Peso (kg) 2175
Capacidade da bagageira (l) 690-2010
Depósito de combustível (l) 93
Pneus série (montados) 255/55 R18 (265/40 R21 – Continental Cross Contact)
Prestações e consumos
Aceleração 0-100 km/h (s) 7,1
Velocidade máxima (km/h) 225
Extra-urb./urbano/misto (l/100 km) 6,1/7,3/6,6
Emissões de CO2 (g/km) 174
Preço (Euros) 86.450
Preço versão ensaida (Euros) 112.244

Equipamento de série

Airbag para condutor e passageiro (desligável)
Airbags laterais dianteiros
Airbags de cortina
Airbag de joelhos para o condutor
ATTENTION ASSIST (alerta de cansaço do condutor)
Controlo electrónico de estabilidade e de tração
COLLISION PREVENTION ASSIST PLUS (aviso de colisão com travagem de emergência)
Dynamic Select (programas de condução variáveis)
Travão de Parque elétrico
Cintos dianteiros com pré-tensores e limitadores de esforço
Fixações Isofix
Assistente aos arranques em subida
Ar condicionado automático bi-zona
Computador de bordo
Banco do condutor com regulação elétrica
Arranque KEYLESS-GO (Sem chave)
Banco traseiro rebatível 60/40
Volante em pele regulável em altura+profundidade
Volante multifunções
Direcção com assistência electrohidráulica variável
Sistema multimédia com ecrã de 8″+Radio Audio 20 CD MP3+8 altifalantes+entradas USB/Aux
Mãos-livres Bluetooth
Vidros térmicos
Vidros eléctricos FR/TR
Retrovisores exteriores eléctricos+aquecidos+rebatimento eléctrico
Retrovisor interior electrocromático
Cruise-control+limitador de velocidade TEMPOMAT
Luzes diurnas em LED
Assistente de máximos
Faróis de nevoeiro com luzes de curva
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Sensor de luz/chuva
Controlo de velocidade em descida (DSR)

Equipamento opcional

Pintura metalizada (1100€)
AMG LINE Interior (inclui bancos em pele, volante desportivo de três raios e pedais em alumínio: 500 euros)
AMG LINE Exterior (inclui acessórios desportivos nos para-choques, grelha e jantes de 21″: 600€)
Suspensão adaptativa AIRMATIC (2100€)
Teto panorâmico de abrir (2200€)
Elementos embelezadores em carbono (2200€)
Estribos laterais iluminados (600€)
Vidro frontal laminado (800€)
COMAND Online (3600€)

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