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Kia confirma modelo fuel cell

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A Kia vai lançar um veículo elétrico a fuel cell (FCEV) até 2020, anunciou ao portal Just Auto, Sae Hoon Kim, diretor de investigação e desenvolvimento ambiental do grupo Hyundai-Kia. O modelo da Kia será montado numa plataforma específica e terá uma produção anual inicial de apenas 1000 unidades. O lançamento do primeiro modelo FCEV faz parte da estratégia da Kia para garantir uma posição de liderança no mercado dos automóveis ecológicos.

As Fuel Cells, que produzem eletricidade a partir da combinação de hidrogénio e oxigénio conciliam todas as vantagens em termos de emissões dos veículos 100% elétricos, com a autonomia hoje só possível com um motor convencional de combustão. Os veículos elétricos alimentados por Fuel Cell (FCEV) estão ainda numa fase preliminar de desenvolvimentos, não são tão duráveis como deveriam ser e são extremamente caros de produzir. E é por isso que apenas a Hyundai (no ix35) e a Toyota (Mirai), oferecem atualmente nas suas gamas veículos a Fuel Cell.

Da estratégia ambiental da Kia fazem parte ainda a versão elétrica do mini SUV Soul, lançada no ano passado, a variante Plug-in Híbrida (PEHV) do familiar Optima e o crossover híbrido Niro (na imagem), dois modelos com lançamento anunciado já para o próximo ano.

Em cinco anos, aos planos da Kia preveem uma gama de onze modelos ecológicos, num investimento que mobilizará cerca de 10 mil milhões de dólares e implicará a contratação de 7 mil engenheiros para o desenvolvimento de motores de zero emissões. “Os transportes atuais consomem 60% do petróleo refinado e são responsáveis por 23% das emissões de gases para a atmosfera. Chegará um dia m que teremos de usar novas tecnologias para cumprirmos as leis ambientais”, explica Kim à Just Auto.

Estas leis, como a nova Norma Europeia EUR95, deverão muito provavelmente estipular multas aos fabricantes de automóveis, por cada grama por quilómetro que os motores térmicos emitam acima dos limites autorizados e levar à proibição de veículos que ultrapassem determinados níveis de consumo, como está ser planeado na China para os motores que excedam os 6 litros de combustível por 100 quilómetros.

“As emissões de dióxido de carbono (CO2) de um veiculo híbrido rondam em média os 106 g/Km e, portanto, não será possível cumprir as exigências legais futuras com este tipo de tecnologia”, garante Kim. “Hoje, a tendência são os híbridos plug-in, mas a partir de 2025 começaremos a ver propostas fuel cell de um grande número de fabricantes”, adianta.

A Honda já anunciou o lançamento seu FCV, apresentado no último Salão Automóvel de Tóquio, para 2016, enquanto a Mercedes-Benz deverá entrar no mercado em 2017, enquanto a BMW, a Volkswagen e outras marcas se deverão juntar ao grupo até 2020. “A produção mundial de hidrogénio é de 38 milhões de toneladas, mais do que suficiente para abastecer uma frota de 190 milhões de veículos fuel cell”, assegura Kim, para quem a questão das infraestruturas de abastecimento e da segurança deverão ser resolvidas no curto prazo, desde que haja vontade política pata isso.

“A performance dos motores fuel cell da Kia melhorou 40% desde que a marca começou as suas investigações neste campo, em 2008, e deverá duplicar até ao final da década, com a chegada de uma nova geração de propulsores mais pequenos e mais leves, que garantirão uma autonomia de 800 quilómetros e velocidades de ponta da ordem dos 200 km/h”.

 

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