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Renault-Nissan e Governo Francês fecham acordo final

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Um novo acordo entre a Aliança Renault-Nissan e o Governo Francês permite finalmente uma maior autonomia entre os dois fabricantes.

Recorde-se que no ano passado, o Governo aprovou uma lei que concede aos accionistas com mais de dois anos de presença numa companhia o direito de contar com voto duplo, o que para Carlos Ghosn, responsável máximo da Aliança Renault-Nissan, surge como uma contradição com o sistema de um voto por acção. Assim sendo, o Estado Francês no início deste ano converteu o seu poder sobre o fabricante de 15% para 19,73%, um aumento que permitiu salvaguardar os interesses da Renault. Esta ação foi ainda particularmente pouco benéfica para Nissan uma vez que a Renault detém 43% da marca nipónica.

O novo acordo prevê que o Governo Francês ofereça 17,9% do direito de voto da Renault ao mesmo tempo que nem a marca gaulesa nem o próprio Estado podem interferir na gestão da Nissan, o que inclui nomeações, despedimentos e compensações dentro do conselho da marca japonesa. Adicionalmente, a Renault não poderá tecer comentários sobre as decisões feitas pelos accionistas da Nissan enquanto que o fabricante nipónico não pode aumentar o seu poder sobre a Renault acima dos 15%.

“Hoje foi um dia importante para a Aliança Renault-Nissan. Após meses de discussão estou feliz por anunciar um acordo que mantém a sustentabilidade e o crescimento de ambas as partes”, afirmou em comunicado Carlos Ghosn, CEO da Aliança.

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