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VW perde quota mas segura liderança na Europa

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O grupo Volkswagen continua a ser o fabricante com maior número de veículos comercializados, entre janeiro e novembro deste ano, um mês completo após ter sido revelado o caso da falsificação das emissões de óxido de azoto nos motores diesel de modelos de várias marcas do grupo.

No acumulado dos dez meses foram comercializados 3,130,139 automóveis, que representam um crescimento de 6,2% para o grupo, que acaba por perder, no entanto, quota de mercado, de 25,4% para 24,8%, em relação ao período homólogo de 2014. No mês de novembro foram entregues 263,797 veículos (+4,1%), que levam a uma perda da quota de mercado na ordem dos 2,3%.

A Ford, a Opel e a Fiat Chrysler Automobile (FCA) cresceram substancialmente em novembro, conseguindo por isso aumentar a sua quota de mercado. Enquanto a Ford cresceu 20,5%, tendo neste momento uma quota de 7%, a Opel detém 6,8% do mercado, com as vendas do grupo a crescerem +18,3% em novembro. Já a FCA tem uma quota de 6,2%, percentagem proporcionada pelo crescimento das vendas no mesmo período em 18,6%.

Dentro do grupo Volkswagen, a marca que mais cresceu entre janeiro e novembro foi a Porsche, que, com 60.215 automóveis comercializados, aumentou as suas vendas em 28,7%. Já a Volkswagen continua a ser o fabricante que mais veículos vendeu neste período, com 1.529.109 unidades entregues (+6,3%), embora tenha perdido 0,3 pontos percentuais em termos de presença no mercado. No mês de novembro, o crescimento mais notável é o da Skoda (+11.7%), com 47.770 exemplares entregues, devido ao sucesso de vendas de modelos como o utilitário Fabia. A SEAT é a única marca do grupo que no décimo primeiro mês diminuiu as suas vendas, em relação ao mesmo período do ano passado, com uma queda de 3%, num total de 23.635 unidades vendidas.

O grupo PSA posiciona-se no segundo lugar das vendas na Europa entre janeiro e novembro, aproximando-se cada vez mais do grupo Volkswagen em termos de quota, embora haja ainda uma diferença de 14,5% a separá-los. No entanto, o grupo gaulês perdeu presença no mercado, representando neste período 10,5% das vendas da indústria na Europa. No mês de novembro, as vendas aumentaram em relação ao período homólogo do ano anterior (+13,6%), com 112.327 unidades entregues, embora a quota de mercado permaneça inalterada (10,4%).

A marca Peugeot foi a que melhores resultados obteve, com 709.099 veículos comercializados nos onze primeiros meses do ano, número que representa um crescimento de 7,5%. Este crescimento foi sustentado pelas vendas de novembro, mês em que vendeu 66.329 automóveis (+16,6%), com destaque para a venda de modelos como o 108, 208 e 308. Já a Citroën registou um crescimento de 4,4%, proporcionado pelas venda de 497.247 exemplares, em relação ao acumulado do ano até agora. Apesar deste crescimento, a marca perdeu espaço no mercado, tendo neste momento 3.9% de quota – menos 0,2% em relação ao período homólogo do ano passado. O mesmo cenário aplica-se ao mês de novembro, altura em que a marca vendeu 40.099 (+8,7%).

O grupo Renault, que engloba a marca homónima e a low-cost Dacia, registou um crescimento de 7,4% com 1.204.630 veículos entregues, no acumulados dos onze primeiros meses do ano. Apesar de perder 0,1% de quota de mercado neste período, o grupo Renault ganhou espaço no mercado no mês de novembro, com 106.166 veículos comercializados (+14,7%), com destaque para a contínua aceitação do mercado de modelos como o Clio ou o Mégane, assim como do novo Captur. A marca Renault continua a ser a mais forte do grupo, tendo entregue 861.807 veículos entre janeiro e novembro (+9,2%), enquanto a Dacia comercializou 342.823 exemplares (+3,3%).

Em termos de crescimento percentual, a Jaguar Land Rover foi o grupo que mais cresceu (+23,7%), enquanto a Jeep foi a marca que, a título individual, viu as suas vendas disparar em relação aos onze primeiros meses do ano passado (+141%), tendo em conta o sucesso crescente do pequeno SUV Renegade. Já a DS viu as suas vendas cair, no mesmo período, 14,7%, tornando-se assim o fabricante com uma maior queda no mercado, depois de o grupo PSA ter unido esforços para fazer desta uma marca Premium.

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