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Como a Hyundai quer chegar ao Top asiático na Europa

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A Hyundai quer ser a marca asiática mais vendida na Europa, anunciou o presidente europeu, Hyung Cheong Kim, à Automotive News Europe. A Hyundai ocupa neste momento a segunda posição no ranking das asiáticas, com 3,3% de quota do mercado europeu, abaixo da líder, a japonesa Nissan, que tem 4,0% de quota., Somadas, Hyundai e a sua marca associada Kia, já lideram na Europa, com uma quota agregada de 6%.

Em termos globais, o grupo Hyundai-Kia ocupa a 5ª posição do ranking, com vendas de cerca de 8 milhões de unidades em 2014. A Hyundai e a Kia anunciaram, no entanto, que apesar de partilharem plataformas e motores pretendem afirmar-se cada vez mais como duas marcas independentes e com personalidades próprias.

O grupo tenciona manter unidades de produção separadas para ambas as marcas, contrariando o que é comum noutros grupo, e reduzir a cooperação entre ambas aos níveis atuais.

Deixar cair a imagem de marca low-cost

Este ano, de acordo com os registos da ACEA, a Hyundai e a Kia deverão bater novos recordes de vendas na Europa. O crescimento no futuro passará por transformar a Hyundai e a Kia em marcas mais aspiracionais. A Hyundai já confirmou que vai transformar os seus modelos de topo Genesis (foto) e Equus numa nova marca premium, com uma gama de seis modelos que deverão chegar aos mercados europeus até ao final da década, refere a Automotive News Europe. A kia, por seu lado, vai apostar em modelos mais desportivos e numa imagem associada a produtos de alta performance, como o novo Optima GT, que chegará à Europa já no próximo ano.

“Não podemos atingir os nossos objetivos para a Europa se nos mantivermos como uma marcas low cost”, explica Nichael Cole, Chief Operatinbg Officer da Kia Europe. “Temos de alterar a perceção junto do consumidor europeu, que nos continua a ver como uma marca de baixo preço”, adianta.

Nos últimos anos, a estratégia de crescimento de ambas as marcas tem estado assente na oferta de modelos nos segmentos mais baixos do mercado e por preços relativamente baixos. Para contrariar o receio dos potenciais clientes de que o baixo preço se reflita na qualidade e na durabilidade dos seus modelos, a Hyundai oferece uma garantia ilimitada de 5 anos e a Kia vai mais longe, prolongando-a por 7 anos, o que compara com os 2 ou 3 anos de garantia oferecidos pela maioria dos seus rivais no mercado europeu.

Os futuros modelos da Hyundai e Kia serão mais desportivos, modernos, inovadores, mais divertidos de conduzir e com e um design mais apurado, antecipa a Automotive News Europe. Recentemente, a Hyundai reforçou os seus quadros na Europa, com a contratação do designer belga Luc Donckerwolfe, que no grupo Volkswagen era o responsável pelo estilo da Seat, Bentley e Lamborghini, e de Albert Biermann, ex-vice-presidente para a engenharia de alta performance da divisão M do Grupo BMW.

A Hyundai decidiu também instalar um centro de testes junto ao circuito alemão de Nordschleife, envolveu-se oficialmente no campeonato mundial de ralis (WRC) e anunciou que no horizonte de dois anos passará a dispor de uma linha N de modelos desportivos, semelhante à AMG da Mercedes-Benz ou à M da BMW.

Na Europa, a marca renovou 80% da sua gama em apenas um ano, fazendo com que o pequeno citadino i10, lançado no final de 2013, passasse a figurar como modelo mais antigo do seu portefólio.

Kia quer vender 500 mil unidades na Europa em 2020

Entretanto, a Kia está a lançar a quarta geração do seu bem sucedido SUV compacto Sportage, a preparar a entrada em força no segmento dos familiares e a reforçar a sua aposta nas frotas de empresas. Tudo somado, a marca espera aumentar as suas vendas na Europa das cerca de 385 mil unidades que estima vender em 2015 para meio milhão, em 2020

Na Europa, a marca renovou 80% da sua gama em apenas um ano, fazendo com que o pequeno citadino i10, lançado no final de 2013, passasse a figurar como modelo mais antigo do seu portefólio.

Entretanto, a Kia está a lançar a quarta geração do seu bem sucedido SUV compacto Sportage, a preparar a entrada em força no segmento dos familiares e a reforçar a sua aposta nas frotas de empresas. Tudo somado, a marca espera aumentar as suas vendas na Europa das cerca de 385 mil unidades que estima vender em 2015 para meio milhão, em 2020

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