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‘Carsharing’ pode fazer crescer vendas de automóveis

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Num momento de grande importância para a indústria automóvel, uma das tendências crescentes é a dos veículos autónomos e das companhias de partilha de viagens, conhecidas por ‘carsharing’. Sobretudo face à segunda, algumas das marcas observam com alguma apreensão o futuro da indústria automóvel, mas analistas do Deutsche Bank citados pela Bloomberg apontam que a ascensão dos serviços de ‘carsharing’ poderá ser benéfica para as construtoras automóveis.

Diversas companhias, como a Ford ou a General Motors, têm vindo a criar ou a associar-se com empresas especializadas na área da mobilidade, antevendo assim uma mudança no paradigma automóvel no que diz respeito à sua propriedade, algo que a Uber veio demonstrar com alguma clareza ainda que em moldes diferentes aos do ‘carsharing’ mais empresarial.

Mas as previsões dos analistas do Deutsche Bank observam esta tendência de uma outra forma, enaltecendo que, perante a evidência de que existiriam menos pessoas a comprarem carros, iriam na mesma vender os seus veículos. A razão, apontam os investigadores, é simples: com cada carro a prestar um autêntico serviço e percorrendo muito mais tempo de estrada do que os modelos normais, o seu desgaste será maior, assim levando à sua substituição prematura.

Ou seja, a cada três anos as companhias teriam necessidade de adquirir um novo veículo. Atualmente, como termo de comparação e de acordo com um estudo da IHS para os Estados Unidos da América (EUA), os proprietários adquirem um veículo novo a cada 6.5 anos. A equipa de investigadores do Deutsche Bank, liderada por Rod Lache, indica que o número de veículos nas estradas Norte-americanas em mais de 25 milhões de veículos, mas existirá uma compensação pelas empresas de ‘carsharing’.

“A mobilidade ‘on demand’ deverá afigurar-se como mais prática e financeiramente atrativa nas subsecções mais densas [das cidades] que correspondem a cerca de 31% (em média) do total de lares nas áreas metropolitanas que estudámos (13.2 milhões de casas possuidoras de 15.5 milhões de veículos no total)”, refere o estudo citado na Bloomberg, que antevê o decréscimo do número de veículos nas estradas, antes de abordar a redução do ciclo de vida dos veículos.

“Cada veículo ‘a pedido’ irá viajar mais milhas (10 a 20% mais) do que o conjunto dos seis a nove veículos privados que substituem”, assevera o estudo, alertando que uma boa parte desse aumento na quilometragem advém das viagens de ida ‘em vazio’.

Este estudo é, no entanto, contrariado por alguns outros, como o da Barclays Capital, que no ano passado emitiu uma análise em que decretava um decréscimo nas vendas de automóveis novos em cerca de 40% ao longo dos próximos 25 anos, soçobrando perante a chegada dos veículos autónomos e dos serviços de ‘carsharing’.

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