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Porsche mantém objetivo de 15% para a sua margem de lucro

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A Porsche mantém um objetivo de uma margem de lucro de 15% sobre o seu volume de negócios no seu plano de negócios para os próximos dez anos, apesar dos grandes investimentos que terá de fazer no desenvolvimento de veículos elétricos e plug-in híbridos, para cumprir os limites de emissões de dióxido de carbono (CO2), das novas normas europeias.

A Porsche é a mais lucrativa fabricante de automóveis do mundo e, no ano passado, registou uma margem bruta de resultados antes de impostos de 16% sobre as vendas, com uma vantagem de 0,5 pontos percentuais sobre a rival Ferrari. O volume de negócios e o resultado operacional cresceram 25%, para 21,5 mil milhões de euros e 3,4 mil milhões, respetivamente. As vendas em volume aumentaram 19% face a 2014, para mais de 225 mil unidades.

Motorizações amigas do ambiente desgastam margem

A introdução da tecnologia plug-in híbrida em toda a gama da marca, incluindo no icónico 911, vai traduzir-se num acréscimo de custos de mais de 10 mil euros por veículo, em comparação com os modelos equipados com motores convencionais de combustão, referiu à Automotive News Europe, o administrador financeiro, Lutz Meschke. Mesmo os clientes mais abastados e fiéis da marca não estarão dispostos a pagar este adicional, o que obrigará a Porsche a encaixar parte desse aumento dos custos com a consequente diminuição de margem de venda nos veículos plug-in híbridos, adiantou.

A Porsche está a investir 1000 milhões de euros nas suas fábricas alemãs de Estugarda e Weissach para as preparar para a produção do MIssion E (foto), o seu futuro modelo 100% elétrico (veja AQUI e AQUI).

Tem também um total de 300 milhões para desenvolvimento e integração de tecnologia digital em todos os seus futuros modelos.

A Porsche deverá revelar publicamente o seu plano de negócios para os próximos 10 anos em meados do ano, como parte do programa estratégico do Grupo Volkswagen para 2025, garante a Automotive News Europe. A marca é a maior contribuinte líquida para os lucros do Grupo, tendo distribuído dividendos de 1,2 mil milhões de euros para a casa-mãe, mais do que os 1,1 mil milhões gerados pela Audi, a segunda marca mais lucrativa do Grupo.

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