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Volkswagen Tiguan: Evolução evidente

Primeiro SUV da a Volkswagen a ter por base a plataforma modular MQB, o novo Tiguan afigura-se como um reforço de peso para a marca de Wolfsburgo, promovendo uma evolução acentuada em diversos capítulos como o da segurança e das tecnologias empregues nas motorizações, que se revelam agora mais eficientes.

No total, desde 2007, ano de lançamento da primeira geração, a Volkswagen já colocou no mercado um total de 2.8 milhões, pelo que no momento atual, com o ‘boom’ que o segmento dos SUV atravessa não é de estranhar o empenho da Volkswagen na segunda geração do Tiguan. A maior fatia das vendas do Tiguan tem correspondido, até aqui, ao continente Europeu (60%), sendo que a Alemanha também merece um natural destaque com um total de 25% das vendas, ao passo que o resto das entregas a nível Mundial representa 15% do total.

Luta contra o peso

Nesta nova geração, as dimensões cresceram em quase todos os aspetos – o comprimento aumentou 6 cm (para 4.49 metros) enquanto a largura é agora de 1.84 m e a distância entre eixos cresceu 77 mm, para 2.68 m, o que permite um habitáculo mais desafogado, sobretudo atrás, onde o espaço aumentou substancialmente face à anterior geração, tanto em largura como em ampitude para as pernas. A única cota em que desceu foi na altura, medindo agora 1.63 m. Para quem precisar de mais amplitude, a marca tem em desenvolvimento uma versão de sete lugares com ligeiro aumento na distância entre eixos (20 cm), inicialmente pensada para a China, mas que também virá para a Europa no próximo ano.

Voltando ainda à versão de cinco lugares, os bancos traseiros têm uma amplitude de regulação longitudinal em até 18 cm, o que permite jogar também com o espaço disponível para a bagageira, que de base é de 520 litros (+50 litros do que a anterior geração) ou 615 litros com a movimentação dos bancos traseiros longitudinalmente. Além disso, para facilitar o acesso à mala, o plano de carga foi rebaixado para maior facilidade nas tarefas de colocação de bagagens.

Recorrendo a um uso mais extensivo de aços de elevada resistência, a marca conseguiu reduzir o peso deste modelo, naquele que é um grande desafio por parte das marcas na atualidade: no total, o Tiguan pesa menos 82 kg (na versão mais leve) sendo que desses, um total de 16 kg foi alcançado só por recurso ao chassis. Por outro lado, a rigidez torsional foi aumentada em 7%, o que lhe permite maior segurança e dinâmica reforçada.

Dinâmica melhorada

O que se sente ao volante, uma vez que o novo Tiguan está mais competente no que ao comportamento diz respeito, mercê de um bom acerto do binómio direção/suspensão, que lhe permite uma prestação muito eficaz, sobretudo em estrada aberta sendo também coadjuvado pelo facto de estar mais baixo e mais largo, logo melhorando a sua presença dinâmica. O amortecimento revela igualmente um bom equilíbrio entre o conforto e a dinâmica, absorvendo bem as irregularidades do asfalto. Sobretudo, o que resulta deste primeiro contacto nas estradas em redor de Berlim, na Alemanha, é a ligeireza de movimentos, proporcionada pela redução do peso de construção.

Na apresentação foi possível ensaiar as duas motorizações diesel de dois litros TDI de 150 cv e de 190, a primeira aliada a caixa manual de seis velocidades e a segunda a caixa automática DSG7. Ambas sobressaem pela elevada eficiência e grande suavidade de condução, permitindo respostas bastante vigorosas desde baixos regimes, mesmo no caso do motor de 150 cv. cuja elasticidade é digna de destaque. Além disso, permite baixos consumos, com a média de um percurso de cidade e estrada aberta a rondar os 5,5 l/100km. No caso da versão de 190 cv e caixa DSG de sete relações, destaque para as respostas lestas e passagens de caixa extremamente eficazes, como já é apanágio das caixas germânicas do Grupo Volkswagen.

Espírito radical

A prática do ‘off-road’ surge reforçada com o sistema 4Motion Active Control com base num sistema Haldex de quinta geração, com a tração a ser repartida entre os eixos dianteiro e traseiro de forma eficaz para suplantar terrenos extremamente irregulares ou escorregadios. Colocado à prova num terreno de testes nos arredores de Berlim – no espaço radical do Mellowpark, atualmente ‘entregue’ às práticas do BMX e skate -, o Tiguan demonstrou agilidade superior, ultrapassando de forma simples obstáculos e situações a que muito dificilmente será sujeito por parte dos seus clientes (nota para a ‘escalada’ de rampas íngremes com o piso já muito ‘esgravatado’ ou cruzamento de eixos). O sistema Hill Descent Control (HDC) que atua entre os 2 km/h e os 30 km/h permite que o veículo mantenha uma velocidade controlada durante as descidas mais acentuadas.

VOLKSWAGEN Tiguan
VOLKSWAGEN Tiguan

O sistema 4Motion é uma novidade absoluta no Tiguan, possibilitando modos ‘Estrada’, ‘neve’, ‘Off-road’ e ‘Off-road Individual’, ou seja, uma opção de personalização para a prática do todo-o-terreno. De resto, o sistema de programas de condução está disponível, com modos Eco, Comfort, Normal, Sport e Individual, os quais alteram os parâmetros da suspensão no caso de ter o amortecimento variável DCC, a resposta do acelerador e da caixa DSG, além da assistência à direção e funcionamento do ar condicionado.

O interior não destoa do que é típico na marca de Wolfsburgo, mostrando um ar de família com os restantes modelos da marca, destacando-se na consola central o ecrã central tátil para o sistema de infoentretenimento. A construção é cuidada e a qualidade está em destaque, ainda que na parte inferior do habitáculo surjam plásticos rijos em maior preponderância.

Em matéria de segurança e sistemas de assistência, o Tiguan surge com sete airbags de série – incluindo de série o airbag para os joelhos -, além do Front Assist com monitorização de peões, capot ativo (que levanta o capot em 50 mm para evitar lesões graves do peão na cabeça), Lane Assist e Multi-coliision Brake (sistema que trava o veículo após uma primeira colisão, evitando que siga desgovernado).

Em termos de sistemas de infoentretenimento, a versão de base Trendline surge com sistema Composition Touch, sendo que outros sistemas opcionais são o Radio Composition Colour com ecrã tátil de 5 polegadas e Composition Media com ecrã de 8 polegadas. Mais acima ficam situados os sistemas Discover Media e Discover Pro Navigation. Os sistemas de conectividade com ligação à Apple CarPlay ou Google Android Auto também estão presentes, bem como o MirrorLink.

Esta nova geração está já disponível para encomenda no mercado nacional, com o modelo de entrada na forma do 2.0 TDI de 150 cv com caixa manual a ter um preço de 38.730 euros. Este será o modelo de acesso à gama Tiguan, no nível Comfortline, com tração dianteira, sendo que a variante Highline com caixa manual, também do motor 2.0 TDI de 150 cv, tem um custo de 40.908 euros. O outro modelo já disponível para encomenda (entrega em maio) é o modelo 2.0 TDI de 150 cv com caixa DSG de sete velocidades, que tem um custo de 43.338 euros. A partir desse mesmo mês estará disponível a versão 1.6 TDI de 115 cv com tração dianteira e nível Trendline com um custo de 33.000 euros.

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