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Ferrari com novos recordes comerciais em 2015

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A Ferrari apresentou obteve novos recordes em termos de resultados financeiros no ano fiscal de 2015, tendo na conferência de acionistas realizada ontem em Amesterdão, nos Países Baixos, confirmado ainda a reeleição dos atuais administradores da companhia de Maranello.

Recordando que o ano passado se revelou “histórico” para a marca Italiana, o CEO Sergio Marchionne enalteceu o facto de a marca ter ganho a sua ‘independência’ face ao Grupo FCA, do qual é igualmente o CEO, aquele responsável clarificou que o objetivo é “permanecer fiel ao espírito fundador da Ferrari de há 69 anos”.

No ano de 2015, a Ferrari apresentou os seus melhores resultados de sempre com um aumento nas vendas de 6%, para 7664 carros, destacando-se sobretudo a performance comercial dos modelos com motor V8, cujo crescimento foi de 17% face ao ano anterior. Em contrapartida, os modelos com motor V12 revelaram um abrandamento de 24%, tanto no caso do FF como do F12 berlinetta, que se aproximam do seu final de ciclo.

Face a isto, a receitas líquidas aumentaram 3% para 2.85 mil milhões de euros enquanto os lucros EBITDA (antes de juros, impostos, depreciação e amortização) subiram para 748 milhões de euros, um crescimento de 110%. Já o lucro líquido da companhia Italiana aumentou 9% para 290 milhões de euros, o valor mais alto de sempre na sua história.

Por outro lado, nesta assembleia-geral de acionistas foram confirmados os nomes de Amedeo Felisa e Sergio Marchionne para os cargos de adminsitradores executivos da Ferrari, enquanto Piero Ferrari, Louis Camilleri, Giuseppina Capaldo, Eduardo H. Cue, Sergio Duca e Elena Zambon foram também reeleitos administradores não-executivos da marca. Os acionistas nomearam ainda Delphine Arnault, John Elkann, Lapo Elkann, Maria Patrizia Grieco e Adam Keswick para os cargos de novos administradores não-execuivos da Ferrari.

Produção pode aumentar ligeiramente

Tema sempre comentado em termos de estratégia comercial, o aumento da produção da Ferrari voltou a ser comentado em Amesterdão, mas Sergio Marchionne garante que a Ferrari vai permanecer fiel ao lema de Enzo Ferrari de produzir sempre menos um carro que a procura exige. No entanto, o responsável admite que a procura por modelos da marca está mesmo a crescer e que será necessário aproveitar as oportunidades oferecidas pelo mercado. Assim, “se as condições do mercado forem as ideais, vamos considerar o aumento da produção de uma forma gradual e orgânica ao longo dos próximos anos”. Em virtude disto, a Ferrari prevê um aumento de vendas para as 7900 unidades neste ano, refletindo-se num aumento nos lucros líquidos para mais de 2.9 mil milhões de euros.

Maranello intocável

Ao longo da Assembleia-Geral Marchionne garantiu ainda, em resposta a uma pergunta de um acionista, que a produção não irá sair de Maranello, sede histórica da companhia Italiana. Quanto ao futuro em termos de mobilidade, em declarações citadas no Corriere dello Sport, a marca está aberta à propulsão híbrida e, até, elétrica.

“A médio e longo-prazo também a eletrificação é importante para que o automóvel seja mais aceitável no plano ambiental. Devemos examinar a questão, mas poderemos dedicarmo-nos a esta indústria”, disse Marchionne.

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