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Países produtores de petróleo falham acordo devido à ausência do Irão

Créditos: Shell Global Media
Créditos: Shell Global Media

Vista com alguma expectativa, a reunião dos 16 países produtores de petróleo terminou em que se tivesse chegado a qualquer acordo de cortes na produção, pelo que se manterá assim a toada de queda dos preços do petróleo nos mercados internacionais. Isto porque a ausência do Irão de não marcar presença acabou por se revelar decisiva na ‘anulação’ dos efeitos desta cimeira que teve lugar no Qatar.

Na reunião, a Arábia Saudita explicou que seria necessária a aceitação de todos os países da OPEP para que se verifique o corte na produção do petróleo, o que com a ausência do Irão se mostrou, desde logo, impossível de conseguir acordar no dia de ontem.

O resultado da cimeira – sem que se tivesse produzido um acordo válido – foi divulgado já à noite pelo ministro do petróleo do Qatar, Mohammed Al Sada, lançando uma ideia de oportunidade perdida para o congelamento da produção de forma a travar a queda dos preços do petróleo nos mercados internacionais.

Irão sem interesse em ‘congelar’ produção

Atualmente a maior produtora de petróleo do mundo, a Arábia Saudita quer que também o Irão se envolva nestas negociações, algo que o país recém-libertado das sanções internacionais parece não ter muito interesse em fazer, argumentando que está no seu direito de retomar os valores de produção que tinha anteriormente às sanções. Isto porque o país quer retomar um lugar de destaque no mercado petrolífero enquanto procura também restabelecer a sua economia após anos de sanções por causa da questão nuclear.

Assim, sem querer limitar a sua produção de petróleo, o Irão assumiu na véspera do encontro no Qatar que não marcaria presença na reunião com os demais países da OPEP. Segundo informações obtidas pela Bloomberg, a Arábia Saudita acabou por ser o país que mais objeções levantou perante a ausência do Irão, estabelecendo por texto que um eventual acordo apenas poderia ser alcançado com a presença do Irão, algo que à partida já se sabia que estaria fora de alcance. Graças a isso, o arranque da reunião foi adiado por algumas horas enquanto se debatia a conceção de texto mais acertada e que traduzisse a totalidade dos interesses dos países presentes na reunião.

Desta forma, sem acordo, cada país manterá os seus níveis de produção de petróleo num nível elevado, com a resposta dos mercados internacionais a mostrar uma tendência de queda em sequência do acordo falhado. Em fevereiro, quando esta ideia foi avançada pela primeira vez, iniciou-se um patamar de subida que levou o Brent a ganhar cerca de 45%.

Se quiser saber mais sobre o mercado do petróleo pode seguir este link.

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