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Mitsubishi fora do Japão cumprem testes, garante a marca

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A Mitsubishi confirmou ontem que não há modelos com manipulação dos testes de consumos fora do Japão. No total, terão sido 625 mil os veículos produzidos pela marca dos três diamantes – incluindo dois modelos destinados à Nissan – a contarem com aquele tipo de esquema de adulteração dos consumos, de forma a terem uma homologação mais baixa do que a real, mas apenas no Japão.

De acordo com um comunicado emitido hoje pela companhia nipónica, os testes tiveram por objetivo oferecer “dados melhores de consumo de combustível do que os verdadeiros”, utilizando tambéum “método de testes diferente do exigido pela lei Japonesa”. Face a esta situação, a marca, através do seu presidente, Tetsuro Aikawa, pediu desculpa pelo sucedido, demonstrando o seu empenho na resolução dos problemas de discrepância encontrados pela Nissan.

Foi esta última que detetou um problema de inconsistência entre os dados de testes e os dados reais nos seus modelos, comunicando à Mitsusbishi a situação, a qual, por sua vez, procedeu a investigações internas para perceber a situação no que diz respeito à resistência de rolamento (gerada pelos pneus e pela pressão dos mesmos). Na revisão dos seus procedimentos, a Mitsubishi descobriu que a resistência de rolamento – via pressão dos pneus – foi alterada de forma a tornar os dados de consumos mais favoráveis.

Os modelos aplicáveis são quatro mini-carros construídos para o mercado doméstico, sendo dois o eK Wagon e o eK Space comercializados pela Mitsubishi e os outros dois o Nissan Dayz e o Dayz Rocks, que foram produzidos pela MMC e fornecidos à Nissan desde junho de 2013. Até ao final de março deste ano, a MMC vendeu 157 mil unidades do eK Wagon e do eK Space e forneceu 468 mil unidades do Dayz e Dayz Rocks à Nissan.

A marca garante que parou a produção dos modelos em questão e que tanto a Mitsubishi como a Nissan vão discutir medidas de compensação com respeito a este problema. A MMC admite que, tendo em conta “a seriedade destes assuntos, vamos também levar a cabo uma investigação nos produtos fabricados para os outros mercados”.

Será instaurado um comité de investigação para estes assuntos, com os resultados a serem anunciados assim que possível.

Em conferência de imprensa realizada no Ministério dos Transportes japonês, Tetsuro Aikawa pediu desculpa pelo sucedido e mostrou a sua intenção de solucionar o problema o mais depressa possível. “Pedimos as nossas mais sinceras desculpas a todos os nossos clientes e às outras partes afectadas”, declarou, indicando ainda que “a manipulação foi intencional. É evidente que a falsificação foi feita para melhorar os números de economia de combustível. Mas a razão por que foi feita por eles [pelos engenheiros] ainda é incerta”.

Declarando não saber das irregularidades, indicou, todavia, sentir-se “responsável” pelo sucedido.

Em virtude deste anúncio, as ações da marca na bolsa Japonesa caíram mais de 15%.

Portugal sem modelos afetados

“Neste momento e, tendo em conta a informação de que dispomos, nenhum dos modelos comercializados e homologados no mercado português e europeu está afetado pelo referido problema”, garantiu a Mitsubishi Motos Portugal em comunicado.

“Esta manhã, a Mitsubishi Motors Corporation informou que foram detetadas irregularidades, relacionadas com a homologação, no Japão, dos modelos eKSpace e eK Wagon. Estes modelos são comercializados única e exclusivamente no Japão e este problema afeta 625 mil veículos”, acrescentou a filial portuguesa.

 

(atualizado às 16h00 – após comunicado da Mitsubishi Portugal)

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