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Alemanha deteta irregularidades de emissões em 16 marcas

emissões

A investigação do governo alemão aos níveis de emissões de nitrogénio (NOx) dos motores diesel detetaram irregularidades em 22 modelos de 16 marcas. Além das alemãs Audi, Porsche, Volkswagen, Opel e Mercedes-Benz, o relatório do departamento federal de veículos a motor do Ministério alemão dos Transportes, refere também a francesa Renault, as japonesas Suzuki e Nissan, as italianas Fiat e Alfa-Romeo, a Dacia, a Chevrolet, a Jaguar, Jeep e Land Rover.

Para já, o governo alemão vai obrigar a Volkswagen, Audi, Mercedes-Benz, Opel e Porsche a fazer um recall de 630 mil veículos, para corrigirem o problema detetado no software que controla as emissões de nitrogénio (NOx) dos seus motores diesel. Dos grandes grupos automóveis do país, só a BMW escapou ao crivo das autoridades.

O recall abfangerá 247 mil veículos da Mercedes-Benz, 32 mil da Porsche, 194 mil da Volkswagen, 66 mil da Audi e 90 mil da Opel

O recall segue-se aos testes que o governo realizou a um grande número de veículos, como parte da investigação aos níveis de emissões de NOx dos motores diesel, despoletada depois de ter sido conhecido que o grupo Volkswagen utilizada um software ilegal para falsear os testes de controlo de emissões. Apesar do recall abranger outras marcas, os investigadores concluíram que apenas o sofware usado pelo grupo Volkswagen é ilegal.

As investigações realizadas na Alemanha e nos restantes países europeus descobriram que vários fabricantes aproveitaram uma brecha legal, recorrendo a um sistema que  em certas circunstâncias, como por exemplo um excessivo sobreaquecimento do motor, desligava o programa de controlo das emissões para aumentar a potência. Ao desligar o controlo de emissões, esses motores ultrapassam os limites legais estipulados para as emissões de NOx.

“O que ficou claro é que há truques legais que toda a indústria automóvel está a usar para passar nos testes de emissões”, explicou à Automotive News Europe, Stefan Bratzel, diretor do Center of Automotive Management da Universidade de Ciências Aplicadas de Bergisch Gladbach, na Alemanha. “A questão agora é saber se isto é apenas o princípio, ou se haverá ainda mais coisas a descobrir”, adiantou.

“Apesar de legais, o software do sistema de gestão do software do motor usado para reduzir as emissões não pode ser considerado legítimo e dá uma má imagem da indústria no seu todo”.

Por todo o mundo, começam agora a surgir notícias sobre o recurso a sofisticados softwares que desligam os sistemas de tratamento de emissões para melhorar a performamce dos motores e alargar o prazo entre revisões, recorda a Automotive News Europe

Raid às fábricas de Peugeot em França

A Daimler, casa-mãe da Mercedes-Benz de da Smart, reconheceu ontem que o Departamento de Justiça dos EUA lhe comunicou que vai investigar o processo de certificação dos seus modelos. Para já, a marca decidiu avançar com um processo interno de averiguação. Como resultado, as cotação em Bolsa dações da Daimler caiu mais de 5,1% na sexta-feira, depois do grupo ter anunciado também que no primeiro trimestre o seu resultado operacional desceu 26% em relação ao período homólogo do ano passado.

Na terça-feira, o ministro dos transportes britânico divulgou que todos os 37 modelos que sujeitou a ensaios de emissões em condições reais de condução ultrapassaram os níveis legalmente permitidos de emissões de NOx.

Ao mesmo tempo, em França, o grupo PSA, que controla a Peugeot, Citroen e DS, estava a ser alvo de um raid das autoridades francesas com vista a investigar os níveis de emissões de NOx nos veículos com motores diesel produzidos nas suas fábricas de Saint-Ouen, Velizy, La Garenne-Colombes, Carrieres-sous-Poissy e Montbeliard.

O ministro francês justificou a operação com indícios de anomalias nos testes de emissões, detetados após uma centena de ensaios em modelos à venda em França.

Na quarta-feira, a Mitsubishi reconheceu que falseou os dados sobre os consumos de alguns dos seus modelos à venda no Japão, o que levou a empresa a perder cerca de 1/3 do seu valor em Bolsa.

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