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Lucros da Fiat Chrysler quase duplicam, mas dívida também sobe

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Os lucros operacionais do grupo Fiat Chrysler (FCA) quase duplicaram no primeiro trimestre deste ano (para os 1,38 mil milhões de euros quando em período homólogo eram de 700 milhões), mas o valor da dívida também aumentou, o que acabou por ter um efeito negativo nos mercados bolsistas.

A dívida industrial líquida aumentou para os 6,6 mil milhões de euros no final de março quando, três meses antes, esse valor era de 5,05 mil milhões – devido aos efeitos da sazonalidade e do câmbio, explicou o grupo em comunicado.

Já a receita de vendas aumentou 3% para os 26,57 mil milhões de euros graças à grande procura de SUV nos Estados Unidos e Europa.

A empresa manteve assim os seus objetivos para 2016, apesar dos planos de recall de mais de um milhão de veículos para reforçar um sistema de alerta que impede os condutores de sair do automóvel sem colocar a alavanca das mudanças em ‘parque’.

A previsão de lucro ajustado para este ano antes de juros e impostos deverá subir para mais de 5 mil milhões de euros –  em comparação com os 4,8 mil milhões de euros de 2015 (excluindo a Ferrari que este ano deixou de contar para as contas do grupo). Já a dívida industrial líquida deverá ser inferior à do ano passado: cinco mil milhões de euros (sem a Ferrari).

Depois dos esforços feitos no sentido de uma fusão com a General Motors que esta, entretanto, descartou, o CEO da FCA, Sergio Marchionne, elegeu a eliminação da dívida a sua prioridade até 2018 – altura em que abandonará funções.

Se a meta for alcançada, não haverá dúvidas de que a posição da Fiat Chrysler sairá reforçada e com isso a probabilidade de encontrar um parceiro será maior.

A força norte-americana

Quase 90% dos lucros do primeiro trimestre da FCA deveu-se ao mercado norte-americano que esteve particularmente dinâmico na procura de SUV e pick ups – a empresa também voltou a lucrar na América Latina.

O próximo passo da FCA será o de reequipar duas das suas fábricas nos Estados Unidos para aumentar a produção dos SUV mais rentáveis ​​e pick ups, melhorar a sua linha de modelos e reforçar as suas finanças – tudo antes do mercado automóvel dos EUA sair do seu pico.

A fabricante, recorde-se, tem feito progressos na ocupação do mercado em relação aos rivais GM e Ford: de 3,7% de quotad e mercado no primeiro trimestre de 2015 passou agora para os 7,2% neste trimestre – a GM, por exmplo, detém 8,7% – , mas os investidores questionam-se se se este ganho pode ser sustentado.

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