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Taxistas em marcha-lenta contra a Uber; trânsito condicionado em Lisboa, Porto e Faro

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Os taxistas levam esta manhã a cabo aquilo que denominam como um protesto histórico com mais de seis mil taxistas a protestarem a falta de regulação do serviço Uber. Esta marcha-lenta terá lugar nas cidades de Lisboa, Porto e Faro, esperando-se mais de quatro mil na capital, pelo que o trânsito nestas cidades poderá ser bastante caótico ao longo do dia.

A concentração fez-se a partir das oito horas da manhã, na zona do Parque das Nações, seguindo depois, a partir das nove horas, para a Assembleia da República, mas com passagens pelo Aeroporto, Rotunda do Relógio, Avenida Almirante Gago Coutinho, Avenida Estados Unidos da América, Avenida Fontes Pereira de Melo, Marquês de Pombal, Avenida da Republica, Praça dos Restauradores, Avenida 24 de Julho e, por fim, a Assembleia, onde procuram manifestar o seu desagrado pela atuação em solo nacional da Uber, com chegada prevista a este ponto pelas 13h00.

No Porto em em Faro, as manifestações terminarão junto às respetivas câmaras municipais, partido do Castelo do Queijo e do Estádio do Algarve, respetivamente, com dois mil taxistas a participarem na marcha-lenta a Norte e, cerca de 500 a Sul.

As autoridades de segurança já deixaram o aviso aos condutores para que evitem levar o seu automóvel para o centro das cidades hoje, prevendo trânsito caótico nos três pontos de protesto. A alternativa, professam, está nos transportes públicos, sobretudo os que não utilizam a via rodoviária, ou seja, neste caso o Metropolitano, algo que por exemplo, a ANA – Aeroportos de Portugal recomendou fortemente para todos os passageiros que hoje têm voos com partida da Portela. Recorde-se que será ali um ponto de passagem da coluna de manifestantes.

O protesto tem como base a atuação em território nacional da Uber, com as associações de taxistas a condenarem a passividade do Governo em relação a este serviço de transporte de passageiros que tem uma base predominantemente interativa.

Apelando a uma manifestação pacífica, Florêncio Almeida, presidente da ANTRAL, afirmou em declarações à RTP que a Uber pratica preços mais caros e que esta plataforma tem de se “adaptar ao mercado” e não o contrário, apontando o facto de terem uma “tarifa dinâmica”.

“Os taxistas estão regulamentados, têm que cumprir com os seus preços, têm que prestar um serviço público e eles não o fazem. Não podemos estar com armas diferentes. Têm de se adaptar ao mercado”, explicitou.

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