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“O desenvolvimento dos SUV vai exigir motorizações elétricas e híbridas”

Francisco Geraldes2

As motorizações alternativas vão ganhar peso no mercado e o desenvolvimento dos SUV vai implicar soluções desse tipo para limitar os níveis de emissões, garante Francisco Geraldes, diretor-geral da Mitsubishi Portugal, na segunda parte da entrevista exclusiva ao Automonitor.

As motorizações alternativas vão ganhar peso no mercado?

Terão de ganhar. Não apenas por questões regulamentares, mas também por questões de mercado.  Vemos exemplos de fiscalidade verde em muitos países, embora diferentes de país para país, de restrições à circulação de automóveis com determinada idade no centro das cidades, e de proibição de circulação de veículos convencionais em algumas cidades europeias. que já só permitem a entrada de veículos elétricos Por tudo isso, não tenho qualquer dúvida de que os carros com mobilidade verde vão ganhar peso. Agora temos é de esperar para ver se vai ser um crescimento exponencial ou progressivo.

O caso das emissões diesel vai afetar o peso dos diesel no mercado europeu?

Vamos ver como é que o mercado se adapta. Na Europa houve vários fatores que levaram a que os diesel tivessem um peso crescente nas opções dos consumidores e não estou convencido que sejam casos como o que refere que vão mudar a tendência.

Este tipo de caso não é bom para o setor, como um todo, pois afeta a confiança nos produtos que se vendem e o setor terá de reconquistar a confiança e a credibilidade, garantindo ao consumidor que os produtos que vende têm as características que lhe são anunciadas. Mas acredito que os diesel manterão um peso importante no mercado europeu.

Analisando segmento a segmento, onde os diesel estão a perder quota é nos segmentos onde existem motorizações muito mais pequenas a gasolina do que diesel e que, portanto, pagam muito menos impostos.

As frotas gostam sobretudo é de carros diesel. Em todos os segmentos em que o custo gasolina/diesel é semelhante e em que a cilindrada dos carros e emissões é semelhante, e em que, portanto, a fiscalidade também é semelhante, o mercado adotou o diesel. No caso em que os modelos com motores a gasolina têm um custo inferior, e isso é mais visível nos segmentos mais pequenos (A e B), o mercado adotou gasolina. Mas penso que é mais por uma questão de preço, porque o carro a gasolina é de facto mais barato.

Continua a haver muitos consumidores que fazem poucos quilómetros por ano e que não justificam a compra com preço acrescido de um veículo diesel, mas as pessoas visualmente quando vão a uma bomba de gasolina e veem que o gasóleo está mais barato que a gasolina, acabam por ser incentivados para a compra de um carro a diesel.

Nesse panorama, qual é a estratégia da Mitsubishi?

A Mitsubishi quer se centrar no desenvolvimento dos seus SUV e quer ser uma marca que vai liderar a introdução da mobilidade elétrica. Foi das primeiras marcas a introduzir no mercado um carro 100% elétrico (o i-MiEV e a comercializar um veículo de produção com tecnologia Plug-in e vai continuar a desenvolver quer o line up dos SUV, quer a mobilidade elétrica.

A solução elétrica vai alargar a outros modelos da gama?

Sim, quer na solução 100% elétrica, quer na híbrida plug-in. O alargamento destas soluções a toda a gama dependerá naturalmente da evolução dos mercados e da fiscalidade, mas acreditamos que estas tecnologias terão um peso crescente no futuro e que o desenvolvimento dos SUV vai implicar soluções deste tipo, para limitar os níveis de emissões.

 

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