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Novidades Mazda3: Motor 1.5 Skyactiv-D e carroçaria de três volumes

Ainda que o segmento C conte agora com uma importância mais reduzida face ao que sucedeu no passado – em virtude da migração de clientes destes modelos para os SUV –, este continua a ser de enorme importância para a generalidade das marcas. Assim, também a Mazda aplica agora (ainda que com algum atraso) uma variante de motor mais condizente com a realidade nacional na forma do ‘testado e aprovado’ bloco 1.5 Skyactiv-D de 105 cv para o seu compacto familiar Mazda3.

Um dos mais bem-conseguidos e equilibrados modelos deste segmento, o Mazda3 viu a sua carreira comercial algo prejudicada pelo facto de contar apenas com o motor a gasolina de 1.5 litros com 100 cv, o qual dá boa conta do recado, mas… não é um diesel e o mercado nacional continua algo refém dos modelos a gasóleo.

O panorama muda assim com a chegada do motor Skyactiv-D já visto noutros modelos como no CX-3, tornando-se numa proposta ainda mais convincente no altamente competitivo segmento C na Europa. Com um consumo médio anunciado de 3,8 l/100 km e emissões de 99 g/km de CO2, a marca procura apelar a uma faixa de consumidores que têm no gasóleo a sua preferência, com este 3 a simbolizar também uma grande importância para uma marca que tem como objetivo anunciado crescer a nível Europeu e nacional, apontando mesmo uma meta de 2% de quota de mercado, algo que já conseguiu no passado e que o cômputo da sua gama renovada pode ajudar a conseguir de forma mais tranquila.

Baixa compressão, alto rendimento

O princípio Skyactiv já não é novidade. Trata-se de uma abordagem tecnológica mais completa ao automóvel, percorrendo diversos níveis de redução de peso e aumento de eficiência: chassis, motores e caixa de velocidades, entre outros, são pensados em consonância para oferecer uma experiência de condução eficaz e divertida. No caso do motor diesel deste Mazda3, a premissa está na taxa de compressão invulgarmente baixa para um bloco do género, de 14,8:1, estando dotado de um turbocompressor de geometria variável e de um sistema “Natural Sound Smoother” para uma acentuada redução do ruído e da vibração.

No nosso breve contacto com este novo motor, as promessas cumprem-se: reativo desde uma faixa de rotações muito baixa, o 1.5 diesel permite condução desenvolta e lesta, primando por uma agradável elasticidade no funcionamento. As retomas demonstram-se em bom plano e a caixa de velocidades manual de seis velocidades (com manuseamento inspirado no do MX-5, logo, bastante bom) ajuda para uma condução que coloca o Mazda3 num patamar bem mais competitivo no segmento, mostrando-se a par de rivais como o 1.5 dCi do Renault Mégane. Além disso, é económico: num percurso de cerca e 70 quilómetros gastou meros 4,3 l/100 km, o que é de salutar. As caixas manual e automática (Skyactiv Drive) também marcam presença, ambas de seis velocidades, embora a segunda apenas se encontre disponível na versão HB do 1.5 SKYCTIV-D.

Mas as novidades da Mazda não se ficam pelo motor. Até aqui apenas disponível com carroçaria compacta de cinco portas (hatchback para facilitar, doravante HB) a gama do Mazda3 vai crescer com a versão de três volumes denominada Coupe Style (CS, também para facilitar doravante). Com linhas proporcionais e muito agradáveis, a Mazda procura assim também oferecer uma outra variante de apelo considerável para os clientes nacionais.

De resto, o Mazda3 mantém as já conhecidas valências de agilidade, ambiente acolhedor, conforto, baixo peso, economia e elevados níveis de refinamento e de segurança.

No interior, nota para o Active Driving Display, um dos primeiros sistemas de head-up display introduzidos no segmento C, um novo painel de instrumento compacto, um ecrã de toque a cores grande, de 7 polegadas, e um comando rotativo redesenhado. O sistema de conectividade móvel MZD Connect da Mazda integra as redes sociais e as webradios, surgindo a par de outras opções como o sistema de navegação com indicações também no visor do head-up.

Quanto à segurança, o modelo integra o pacote denominado i-Activsense com sistemas baseados em sensores que visam minimizar o risco de um acidente: Forward Obstruction Warning (FOW), Smart City Brake Support (SCBS), Lane Departure Warning System (LDWS), Rear Vehicle Monitoring (RVM), Mazda Radar Cruise Control (MRCC) and Smart Brake Support (SBS), High Beam Control (HBC) e Adaptive Front-lighting System (AFS).

Gama e preços

No que à gama diz respeito, a marca propõe três níveis: Essence (apenas para os modelos a gasolina), Evolve e Excellence, num crescendo em termos de equipamento. A Evolve conta com jantes de liga leve de 16”, faróis de nevoeiro, ar condicionado automático Dual Zone, volante e manípulo da caixa de velocidades em pele, Smart City Brake Support (SCBS), Cruise control, ecrã tátil de 7”, seis altifalantes e Bluethooth com controlo por voz.

Já a mais equipada Excellence acrescenta (ou substitui, conforme o caso) jantes de liga leve de 18”, luzes diurnas LED, Faróis Bi-xénon, sensores de luminosidade e de chuva, vidros traseiros escurecidos, aquecimento dos bancos dianteiros, chave Inteligente, câmara auxiliar de estacionamento traseira, sensores estacionamento dianteiros e traseiros e sistema áudio Bose. O Pack Navi e o Pack High-Tech (High Beam Control), Adaptive Front Lighting, Lane Departure Warning e Mazda Radar Cruise Control e Smart Brake Support) são opcionais.

Já os preços estão estabelecidos no caso do Mazda3 HB 1.5 Skyactiv-G Essence entre os 18.630 euros e os 19.030 euros, enquanto o Evolve vai dos 21.130 euros aos 23.230 euros. No caso do 1.5 Skyactiv-D com carroçaria HB, os preços vão dos 24.364 euros aos 29.174 euros no nível Evolve e dos 26.954 euros aos 34.064 euros no nível Excellence. No caso do CS, os preços da versão diesel vai dos 24.364 euros aos 26.464 euros no nível Evolve e dos 26.954 euros aos 31.354 euros no caso do Excellence.

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