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Governo francês pressiona Renault para cortar rendimentos de Ghosn

RenaultGroup ghosn

O governo francês vai continuar a pressionar a Renault para que não pague a Carlos Ghosn os bónus relativos a 2015 – os acionistas votaram contra o pagamento dos 7,2 milhões de euros -, afirmou Emmanuel Macron, ministro da economia gaulês.

Macron, citado pelo Automotive News, protestou contra o que apelidou de “gestão disfuncional” do grupo Renault depois dos mais recentes acontecimentos: os acionistas rejeitaram o pacote de remuneração de Ghosn, mas o conselho de administração rejeitou a decisão.

O governo francês, ainda pela voz do ministro da economia, pondera agora tomar medidas mais firmes para limitar os níveis de remuneração – considerados excessivos – dos executivos, a menos que empresas como a Renault mostrem maior moderação.

Após o voto consultivo do governo francês – recorde-se que o Estado gaulês é o maior acionista do grupo com mais de 18% dos direitos de votos -, o conselho de administração decidiu mesmo assim (após votação dos seus membros) manter o pagamento dos bónus a Ghosn relativos ao ano passado e prometeu rever a remuneração para 2016 e anos seguintes.

“O que estamos a exigir, muito claramente, é que Ghosn viva de acordo com as suas responsabilidades no que respeita à sua remuneração para este ano”, afirmou Emmanuel Macron que revelou ainda que o governo voltará a reunir-se com o conselho de administração da Renault para chegar a um consenso. Caso falhe, o governo avançará com uma proposta de lei.

 

Recorde-se que o total a pagar a Ghosn para 2015 inclui: 1,23 milhões de euros em salário fixo, 1,78 milhões em remuneração variável e mais 4,18 milhões em bónus diferidos – isto, evidentemente, para além da remuneração recebida como CEO da filial Nissan que no ano passado ascendeu a cerca de 8 milhões de euros.

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