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Ensaio Citroen C4 Picasso 1.2 Puretech: Fruto proibido?

Antes de abordarmos mais em concreto o automóvel que temos hoje em ensaio, temos de esclarecer que os monovolumes são automóveis que embora possuam dimensões generosas, são muitas vezes usados em deslocações citadinas ou em percursos muito curtos, com poucos percursos longos à mistura.

Por isso, se sabemos que esses pequenos trajectos são prejudiciais para os motores diesel, porque continuamos a insistir neles em detrimento dos motores a gasolina?

Talvez seja aquela psicologia do preço na bomba ou talvez porque também não havia grandes escolhas lógicas nesse segmento. Mas agora isso já não acontece, pelo menos na Citroën, que com o C4 Picasso apresenta uma “grande” alternativa gasolina, de seu nome 1.2 Puretech, e é uma autêntica caixinha de surpresas!

Parece uma proposta capaz de assustar qualquer um. Um “mil e duzentos” para tanto automóvel? Não há razões para alarme, e só por isso vamos começar precisamente pelo motor, que como sabem de outros ensaios é bastante cheio, parecendo ter mais cilindrada do que realmente tem. É também bastante suave no seu funcionamento, diminuindo as vibrações e o ruído.

Começamos mesmo por ai, pelo silêncio e pela suavidade que um motor gasolina proporciona ao seu condutor e passageiros, já para não falar da superior agradibilidade da tarefa de condução, que neste C4 Picasso sai bastante beneficiada. O chassis da plataforma modular EMP2 também ajuda neste caso, sendo este monovolume um automóvel de condução fácil, embora tenha a sua característica posição de condução mais descontraída virada para o conforto.

Essa palavra, conforto, é a que mais ordena no habitáculo deste inovador modelo francês. A superfície vidrada continua a impressionar sempre que entro dentro de um destes automóveis, com os pilares A bem finos que em conjunto com a posição alta facilitam a condução, enquanto para os restantes passageiros que lá seguem, o para-brisas extensível e o tecto panorâmico em opção tornam o Picasso num automóvel desafogado, panorâmico e “airoso”.

Os cinco assentos individuais revelam ser confortáveis, podendo ser inclinados ou deslocados através de calhas, para uma melhor gestão de espaço. As poltronas na frente mostram a importância do bem-estar neste tipo de automóveis, o que em conjunto com um motor silencioso tornam este automóvel numa proposta relaxante.

Não, não nos preparamos já para dizer que o motor anda pouco, porque é precisamente o contrário. Os 120 cv vindos do 1.2 Puretech têm uma entrega espontânea estando disponíveis numa ampla gama de rotações (outra vantagem face aos diesel), o que se torna ainda melhor quando dispomos de uma suave caixa de seis velocidades bem escalonada, que não belisca os consumos.

Como comparação, este 1.2 Puretech de 120 cv gasta cerca de mais de 1 litro a cada 100km face ao 1.6 BlueHDi de igual potência, diferença essa que é dissolvida no preço que, no mesmo nível de equipamento, é favorável em 3450 euros ao modelo equipado com o motor a gasolina aqui em ensaio.

Ou seja, a cada quilómetro que faz são 4 cêntimos que gasta a mais face ao diesel, o que quer dizer que só quando o odómetro marcar cerca de 98 mil quilómetros é que a escolha pelo diesel começa a fazer lógica…

VEREDICTO

Por isso, falando de lógica, o que está a espera? O downsizing não é um fator para ter medo, os motores oferecem a fiabilidade necessária e por dizer 1.2 não quer dizer que seja molengão, este modelo é prova disso. Se estiver à procura de um monovolume, passe pela Citroën e pergunte pelo C4 1.2 Puretech. Experimente e vai ver que vai gostar…

Rodrigo Hernandez/Motor O2

Citroen C4 Picasso 1.2 Puretech Intensive

Especificações:

Potência – 130cv às 5500rpm
Binário – 230Nm às 1750rpm
Consumo Anúnciado (Medido) – 6,6l/100km (6,8l/100km)

Preços:
Base Citroen C4 Picasso 1.2 Puretech: 22.359€
V
ersão ensaiada: 24.949€

Este ensaio (entre outros) pode ser lido também no site Motor O2, da autoria de Rodrigo Hernandez, os quais pontualmente poderão ser lidos no site Automonitor.

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