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Continental aposta na mobilidade sustentada

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Responsabilidade social e a mobilidade digital foram temáticas abordadas durante a reunião anual de acionistas da Continental em que a empresa tecnológica afirmou acreditar que é possível ter ar puro e zero acidentes rodoviários.

“O conceito de mobilidade está atualmente a ser redefinido. Espera-se que seja ainda mais segura, até mesmo mais limpa e, acima de tudo, totalmente conectada. E tudo isto a um preço que todos possam pagar. Tudo isto exige soluções de mobilidade mais eficientes, mais inteligentes e mais sustentáveis”, afirmou Elmar Degenhart, CEO da Continental, durante o seu discurso aos acionistas.

“Há três desafios particularmente importantes para o nosso negócio: ar puro e emissões mais baixas; aperfeiçoamento da segurança e zero acidentes rodoviários; mobilidade conectada e novos serviços. A Continental está a fazer contribuições fundamentais para estes três desafios”, continuou.

 

A Continental está a desenvolver componentes fundamentais para sistemas de condução eficientes em termos de consumo de combustível e com baixas emissões, incluindo injeção direta, tecnologia do turbocompressor, pós-tratamento dos gases de escape, design leve, eletrificação da transmissão, informação ao condutor e conectividade do veículo.

“As nossas atuais tecnologias ajudam a reduzir o consumo de combustível em cerca de 20%”, revelou Degenhart.

Do ponto de vista tecnológico, a mobilidade elétrica sem emissões não estará pronta para o mercado de massas antes de 2025, segundo o CEO que afirma que é necessária uma solução provisória, que contenha o motor de combustão interna e um sistema elétrico.

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Do ponto de vista da Continental, tal solução seria o “híbrido das pessoas”: “É por isso que estamos a combinar motores a gasolina ou a gasóleo com um pequeno motor elétrico, que alivia o fardo do motor de combustão interna em função da situação de condução. A sua fonte de alimentação funciona com uma voltagem mais alta de 48 volts. Este híbrido pode ser usado em praticamente todas as classes de veículos e entrará em produção em 2016 na Europa e brevemente na Ásia e nas Américas”, explicou Degenhart.

“A solução ideal para a condução sem emissões é um carro elétrico alimentado por eletricidade verde. Mas é provável que nos próximos anos permaneça um produto de nicho. As baterias atuais são demasiado grandes, muito pesadas e muito caras. Têm capacidade suficiente. Além disso, ainda não podem ser carregadas sem fios de forma suficientemente rápida”, continuou.

As dimensões ideais para que os sistemas de condução elétricos sejam um sucesso no mercado são 100 – 100 – 150: células de bateria que terão de fornecer 100 kilowatts/hora de energia, terem um tamanho de 100 litros e pesar 150 quilos.

“Por isso, se forem comparados com os sistemas disponíveis atualmente, terão de ter metade do tamanho, metade do peso e significativamente menos de metade do preço. O nosso sector precisa de uma célula de bateria como esta. Seria fantástico se fosse fabricada na Alemanha, mas com os preços atuais da eletricidade aqui, não seria economicamente viável fabricar células de bateria neste país”, afirmou.

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No seu discurso sublinhou que ainda existem anualmente mais de 1.2 milhões de mortes em acidentes rodoviários em todo o mundo. Para a Continental, esta é uma área em que algo tem de ser feito: “Para nós, é simplesmente inaceitável que todos os dias 3300 pessoas percam as suas vidas e que 140 mil fiquem feridas nas estradas. É altura de colocarmos os acidentes rodoviários num museu. A tecnologia para o conseguir já está disponível e está agora a ser totalmente integrada nos automóveis. Inclui os nossos sistemas avançados de assistência à condução e os nossos pneus”, afirmou, acrescentando: “Estes sistemas mantêm o veículo na sua faixa e na estrada, monitorizam o ângulo morto, travam autonomamente ou obtêm ajuda em emergências. Detetam o ambiente em redor e qualquer perigo e até podem estacionar de forma autónoma. Sistemas deste tipo são a base para a condução automatizada e representam o nosso crescimento mais forte nesta área”.

Já em 2016 a Continental vai gerar vendas de mais de mil milhões de euros com esta tecnologia e com os sistemas de sensores a ela associados. Em 2020, a Continental espera que as vendas superem a marca dos 2 mil milhões de euros, ou seja, “o dobro em apenas cinco anos”, concluiu.

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