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Elon Musk: A figura mais influente do setor automóvel

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Não será surpresa para ninguém: de acordo com a Time (através da sua divisão The Drive) Elon Musk, o CEO da Tesla, é atualmente a figura mais influente do setor automóvel.

Em segundo lugar do top 10 dos mais influentes, surge Barack Obama (mercê os 80 mil milhões de dólares de apoios concedidos em 2009 à indústria automóvel) e em terceiro Sergio Marchionne (CEO da FCA e Ferrari que recentemente anunciou uma parceria FCA-Google). Em quarto, Li Shufu (CEO da Geely e dono da Volvo desde 2010) e em quinto Roger Penske (CEO da Penske que controla grande percentagem do mercado de veículos pesados nos EUA e dono dos concessionários que mais veículos Toyota vendem nos Estados Unidos).

A eleição de Musk como figura cimeira do setor automóvel não causará estranheza a ninguém – o lançamento do Tesla Model 3 veio de algum modo ‘abalar’ a indústria e reafirmar o que muitos fabricantes mais tradicionais pareciam não acreditar: o futuro é dos elétricos.

Não é que agora se deixe de comercializar carros com motores a combustão, mas a verdade é que desde o Model 3 – que, recorde-se, ainda nem está à venda – os fabricantes mais tradicionais têm tido mais atenção às variantes elétricas dos seus modelos…

Esta nova mentalidade da indústria, assim acredita The Drive, não se deve mais que à visão vanguardista de Musk que sempre se recusou a vender os seus veículos através dos clássicos concessionários – segundo o patrão da Tesla, haveria um “conflito de interesses” já que no âmago do seu pensamento está a substituição, pura e simples, dos automóveis com motores a combustão.

Mas não só: o modelo de venda direta parece agradar às marcas assim como o novo paradigma mercantil que se pode resumir deste modo: “constrói-se, paga-se e (só) depois entrega-se”.

Importa voltar um pouco atrás: até aqui, os fabricantes investem (fortemente) na produção de um modelo, fazem de tudo para o manter longe dos olhares do público até à data de apresentação e finalmente colocam-no à venda. O patrão da Tesla empreendeu outro caminho: apresentou o Model 3, pediu dinheiro por ele e em apenas um mês ganhou mais de 400 milhões de euros – dinheiro que poderá agora investir na produção dos 400 mil veículos pré-encomendados.

É claro que o secretismo que rodeia o desenvolvimento de um novo modelo automóvel não deixará de existir, mas a Tesla veio provar que se um produto é atraente o suficiente, mostrá-lo de antemão (leia-se, antes de ser massivamente produzido e pronto para venda) não influencia o entusiasmo dos (futuros) compradores.

A ver se a estratégia de Musk se torna no ‘modus operandi’ de toda a indústria automóvel…

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