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Governo Britânico decreta aposta na condução autónoma

IntelliSafe Auto Pilot interface

O Reino Unido prepara-se para estabelecer uma série de regulamentos com vista à definição da tecnologia de condução autónoma, procurando de igual forma acelerar o desenvolvimento de sistemas do género e a sua implementação nas estradas. A proposta foi anunciada pela própria rainha Isabel II com o objetivo de tornar a transição e integração de tecnologias autónomas em veículos de série.

De acordo com os peritos da Thatcham Research, em conjunto com o Grupo de Seguradoras para a Condução Autónoma, o qual é liderado pela Associação de Seguradoras Britânicas e agrupa uma série de seguradoras preocupadas com o assunto da autonomia das viaturas, o mercado da condução autónoma tem um valor de 900 mil milhões de libras a nível global, mas os obstáculo legais têm de ser ultrapassados de forma a implementar este tipo de sistemas.

No cerne da questão está a necessidade de determinar formas de encontrar responsabilidades em caso de acidentes entre veículos autónomos ou entre estes e veículos conduzidos por seres humanos. A Proposta de Lei avançada pela rainha no seu discurso de ontem terá, assim, o condão de ajudar a estabelecer um enquadramento temporal para que a condução autónoma comece a ser implementada, tendo por objetivo colocar o governo Britânico na vanguarda da mobilidade conectada e autónoma na Europa.

Até ao final da década, é prevista uma implementação das tecnologias de assistência. Em 2016, surgem sistemas como o Volvo Pilot Assist ou outros capazes de detetar situações de risco e tomar ações evasivas consoante o âmbito.

Para 2018, será permitida a condução em autoestradas sem necessidade de ter as mãos no volante, embora o condutor tenha sempre que estar atento e pronto para tomar o controlo do veículo. A responsabilidade por acidentes será sempre do condutor. Para condução em autoestrada, alguns carros terão a função de ‘Piloto Automático’, permitindo circular sem mãos no volante durante cerca de três minutos, período após o qual emite alertas no sentido de tornar a assumir o comando do automóvel.

Em 2021 entrará em aplicação uma primeira fase de condução autónoma. Munindo-se de um leque exaustivo de sensores, lasers e de radares, o veículo consegue assumir o comando de todas as ações sem limite de tempo. Também terão sistemas avançados de assistência à condução para os momentos em que o condutor tem o comando do veículo.

Por fim, em 2025, está programada a entrada em cena de veículos puramente autónomos, capazes de cumprir viagens completas sem necessidade de intervenção do condutor, circulando em todos os tipos de terrenos e de ambientes. Semáforos, cruzamentos e rotundas serão controladas pelo veículo.

condução autonoma

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