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Koenigsegg trabalha em motor 1.6 capaz de debitar 400 cv

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A Koenigsegg, habitualmente conhecida pela produção de alguns dos mais exclusivos e velozes modelos desportivos do Mundo, encontra-se a desenvolver um motor que promete estabelecer novas referências em termos técnicos. Isto porque a marca se encontra a trabalhar num motor 1.6 de quatro cilindros com cerca de 400 cv de potência que poderá vir a ser montado, muito em breve, em modelos de produção em série mais comuns.

Em entrevista ao site Carbuzz, Christian von Koenigsegg, o arrojado fundador e CEO da companhia Sueca, explicou qual a sua visão para o futuro dos motores de combustão interna e deixou escapar a existência de um motor de 1.6 litros atualmente em desenvolvimento com a parceria da Qoros, marca Chinesa que tem vindo a ganhar notoriedade e que aposta numa breve ascensão a nível global.

De acordo com Koenigsegg, os grandes construtores não querem correr demasiados riscos no que diz respeito ao desenvolvimento de novas tecnologias para os motores de combustão interna – mesmo que alguns exemplos recentes pareçam contradizer esta teoria do responsável Sueco –, pelo que a ideia de Christian von Koenigsegg é arriscar um pouco mais neste capítulo e aplicar a sua tecnologia em motores que possam ser utilizados em modelos mais banais para o quotidiano.

“Estamos a trabalhar atualmente num motor de 1.6 litros com a construtora Chinesa Qoros que vai ter o potencial para debitar 400 cv ou mais. Os mesmos princípios com que desenhámos o Agera e o Regera poderão ser aplicados a estes motores mais pequenos”, referiu o CEO da Koenigsegg, que contará com o apoio financeiro da marca Chinesa para a explanação prática dos conceitos tecnológicos nestes motores.

Ainda assim, não será um motor para utilização no futuro imediato. Com efeito, Koenigsegg assume que ainda não há planos de passagem à produção deste motor, apenas que será um ‘teste’ de capacidades técnicas. Da mesma forma que a potência não terá de ser a anunciada de 400 cv.

Com este motor, cuja especificidade reside numa adoção de relação diâmetro-curso distinta, o mentor de desportivos como o Agera ou o Regera procura essencialmente reafirmar a noção de que o desenvolvimento e potencial dos motores térmicos está longe de se encontrar esgotado, ainda havendo espaço para melhorias.

“Ao reduzir o diâmetro e alongar o curso do pistão, conseguimos minimizar as perdas de calor do motor”, justifica Koenisgsegg, adiantando que esse é um dos problemas de motores de menor capacidade, mas que se procurou contornar com as soluções tecnológicas adotadas neste bloco.

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