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Estado Francês pondera venda da sua participação no Grupo PSA

PSAFinancialO Governo Francês poderá estar na iminência de retirar a sua participação de 14% do Grupo PSA, revendo o seu posicionamento no seio daquela companhia. Segundo o jornal Les Echos, a agência de participações Estatal do Governo estará a rever o investimento nas companhias locais, com a família Peugeot a deixar em aberto a possibilidade de readquirir a sua participação no capital da empresa caso surja a empresa.

O Estado Francês entrou no capital da PSA em 2014, com o ministro da Economia daquele país, Emmanuel Macron, a considerar que, embora seja uma “excelente operação patrimonial”, o Governo não poderá “permanecer indefinidamente no capital”. Contudo, garantiu àquele mesmo jornal que o Governo tem o dever de manter o equilíbrio entre os diversos acionistas, num conjunto que neste momento compreende o Estado gaulês, o grupo Chinês Dongfenf e a família Peugeot.

No cerne desta possível tomada de posição por parte do ministério de Emmanuel Macron está a necessidade de encontrar verbas para recapitalizar da Areva, companhia de energia nuclear que poderá vir a necessitar de quase quatro milhões de euros, além de mais três milhões para o aumento de capital da empresa EDF. Ambas as operações poderão vir a ter lugar no final deste ano ou no início do próximo.

Uma fonte próxima ao Governo Francês garantiu, no entanto, ao jornal Les Echos, que “[a participação] na PSA tem uma vantagem tripla. Primeiro, o grupo está melhor, já consegue ter a cabeça fora de água. De seguida, trata-se de uma participação recente, não temos uma ligação histórica. Por fim, está bem valorizada”.

Recorde-se que atualmente o Grupo PSA é liderado pelo Português Carlos Tavares, cuja liderança conduziu à obtenção de resultados positivos por parte da estratégia do grupo. A este propósito, prepara-se para entrar agora na sua segunda fase estratégica, até 2020, que prevê um aumento na produção e nos lucros.

Para o Estado Francês, a operação pode vir a trazer retorno amplamente positivo: a injeção de capital em 2014 foi de 800 milhões de Euros – equivalendo aos atuais 14% da companhia, mas essa mesma percentagem pode estar hoje avaliada em 1.5 mil milhões de euros.

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