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Mercedes-Benz investe 3 mil milhões de euros no desenvolvimento de motores

Mercedes-Benz E-Klasse, E 220 d, AVANTGARDE, Night Paket, hyazinthrot, schwarz/macciato. Kraftstoffverbrauch kombiniert: 4,3-3,9 l/100 km; CO₂-Emissionen kombiniert: 112-102 g/km
Mercedes-Benz E-Klasse, E 220 d, AVANTGARDE, Night Paket, hyazinthrot, schwarz/macciato. Kraftstoffverbrauch kombiniert: 4,3-3,9 l/100 km; CO₂-Emissionen kombiniert: 112-102 g/km

O grupo Daimler prepara-se para um desenvolvimento aturado dos seus novos motores para o futuro, procurando desta forma oferecer uma nova família de propulsores mais evoluída e mais competente em termos de eficiência. O primeiro desta nova família de blocos já é conhecido: trata-se do novo 2.0 turbodiesel que surge no Classe E de nova geração e que é visto pela marca como essencial para cumprir as próximas normas de homologação de consumos e de emissões – conhecida por Real Driving Emissions (RDE).

Trata-se de uma nova gama de motores, integralmente construída em alumínio, que faz a sua estreia agora no Classe E 220 d e que terá aplicação diversa a vários modelos da gama Mercedes-Bens, tanto de passageiros, como de mercadorias, estando prevista a sua disponibilização com vários níveis de potência, bem como posicionamento longitudinal ou transversal consoante os veículos sejam de tração dianteira, traseira ou integral.

Atribuindo grande importância à otimização dos motores de combustão interna a par de sistemas híbridos e elétricos para os seus novos veículos, a Mercedes-Benz aposta forte na renovação da gama de motores diesel, para um mercado – o Europeu – que continua a dedicar grande importância aos blocos diesel, como recentemente confirmou à Automonitor um dos responsáveis da marca Alemã.

Um dos objetivos da marca para esta nova geração de motores passa pela diminuição de variáveis na sua integração em diversos modelos, graças às dimensões mais compactas que permitem uma fácil adaptação a diferentes modelos. Para facilitar este pressuposto, os elementos de tratamento de gases de escape estão agora configurados diretamente no motor e não no veículo, denotando uma característica de portabilidade que até aqui era inexistente. Entre as soluções técnicas adotadas pelo novo motor estão a recirculação de gases de escape mais evoluída (graças à otimização da combustão) com novo sistema EGR e novo sistema de redução catalítica seletiva (SCR) com recurso ao aditivo AdBlue.

Innovative Lösungen für Diesel- und Otto-Motoren

Quanto a características técnicas, o novo OM 654 disponibiliza 194 cv de potência no caso do Classe E 220 d para consumo médio de 3,9 l/100 km e emissões de 102 g/km de CO2, naquela que é uma redução de 13% das emissões e consumos comparativamente com a versão correspondente atual. Este é, aliás, um dos objetivos de fundo da marca ao longo dos últimos anos, tendo conseguindo reduzir desde 1995 o consumo médio da sua gama de 9,2 l/100 km (230 g/km de CO2) para 5,0 l/100 km (125 g/km de CO2).

Filtros de partículas para blocos a gasolina

Daí que estes avanços representem um total de investimento na ordem dos três mil milhões de euros no desenvolvimento de novas soluções técnicas com vista a uma maior eficiência dos seus novos motores, não só a gasóleo, mas também a gasolina.

“A confiança dos nossos consumidores é muito importante para nós e assumimos a responsabilidade para com o nosso ambiente de forma muito séria”, referiu Thomas Weber, responsável do Conselho de Administração da Daimler para a Pesquisa e Desenvolvimento dos Veículos de Passageiros da Mercedes-Benz. “Por isso é que há cinco anos decidimos investir massivamente no desenvolvimento adicional dos motores a gasóleo. Mas também vamos tornar os nossos motores a gasolina mais eficientes e amigos do ambiente, porque os motores de combustão interna de alta tecnologia vão continuar a ser o centro da mobilidade individual até à massificação dos elétricos no mercado. É por isso que vamos investir um total de cerca de três mil milhões de euros para melhorar ainda mais o consumo e as emissões – tanto nos futuros como nos atuais modelos”, acrescenta.

Para os blocos a gasolina, a marca procura agora aplicar filtros de partículas, tornando-se no primeiro construtor a fazê-lo. Após dois anos de ensaios positivos com o S 500, outros modelos a gasolina do Classe S vão ter motores a gasolina com esta nova tecnologia, a que se seguirão outras para elevar a eficiência.

A marca dá ainda conta dos mais recentes testes levados a cabo pela DEKRA, associação independente de inspeção automóvel Alemã, que ao analisar o novo E 220 d com o novo ciclo RDE (em vigor a partir de setembro do próximo ano) em temperaturas entre os dois e os 16 graus célsius e com números variáveis de ocupantes e de carga a bordo. De acordo com os mesmos, o E220 d emitiu menos NOx (óxidos de azoto) do que o limite de 80 mg/km em todos os ensaios RDE. Nalguns casos, as emissões de NOx estiveram num nível entre 13 e 21 mg/km mesmo em temperaturas mais baixas.

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