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Volkswagen quer vender um milhão de elétricos e híbridos por ano até 2025

volkswagen producao

O grupo Volkswagen espera vender até 2025 cerca de um milhão de veículos elétricos e híbridos por ano de modo a cumprir os limites cada vez mais rígidos em mercados importantes de emissão de dióxido de carbono, segundo o Automotive News.

“É simples: com a legislação CO2 [mais rígida em certas regiões] todos os fabricantes automóveis do mundo terão que ter obrigatoriamente elétricos e híbridos na sua gama”, afirmou Thomas Lieber, presidente da divisão da Volkswagen responsável pelo desenvolvimento de veículos com componentes elétricos (100% elétricos e híbridos).

O objetivo do ‘um milhão’ é extrapolado por cima para cumprir as metas de CO2 que o grupo alemão espera estar legislado em 2025, “por exemplo através de um projecto de legislação na China”, revelou Lieber.

Atualmente, o Grupo Volkswagen tem no mercado três veículos totalmente elétricos – o e-Up, e-Golf e o Audi R8 e-tronn -, e seis automóveis híbridos plug-in: o VW Golf GTE, o Passat GTE, o Audi A3 Sportback e-tron, o Q7 e -tron quattro, o Porsche Panamera S E-Hybrid and Cayenne S E-Hybrid.

Para 2020, o objetivo é contar na sua gama com 20 modelos elétricos e híbridos plug-in, incluindo dois concorrentes diretos Tesla – o Porsche Mission E elétrico e o Audi e-tron quattro.

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O que o presente dos diz, contudo, é que as vendas do Grupo Volkswagen de elétricos e híbridos é bastante diminuta. Contando com os cerca de 12.100 e-Golfs e 13.400 Golf GTE que a marca espera construir ainda este ano, e incluindo o e-Up (que lançou em 2013) e o mais recente Passat GTE, o volume total cumulativo de todos os veículos elétricos e híbridos, desde o início da respetiva produção, deverá ser de cerca de 103 mil no final deste ano.

Em comparação, a Toyota vendeu no ano passado 75.400 Prius híbridos plug-in – o único modelo híbrido plug-in da marca japonesa -, e a Renault-Nissan vendeu 85 mil elétricos em todo o mundo.

Para reduzir os custos, a produção do e-Golf e Golf GTE é integrado nas linhas de produção da marca em Wolfsburg – os modelos são montados lado a lado com quatro modelos derivados do Golf (incluindo o Tiguan e o Touran). Demoram cerca de uma hora de trabalho a mais a serem produzidos que os Golf de propulsão convencional com os executivos a afirmarem que tal flexibilidade lhes permitirá incrementar a produção se a procura assim o justificar.

Este tipo de abordagem difere, por exemplo, da concorrente BMW que investiu pesadamente para dar ao seu elétrico i3 a sua própria linha de produção na sua fábrica em Leipzig (Alemanha) e que agora tem de suportar os custos fixos elevados e uma utilização longe do potencial – as vendas do i3 e do desportivo i8 hibrido plug-in caíram 23% para as 5100 unidades até março deste ano.

Thomas Ulbrich, chefe de produção da Volkswagen, afirmou recentemente que se a procura assim o justificasse o grupo estaria em condições de fabricar 75 mil elétricos e híbridos por ano nas suas três fábricas Europeias preparadas para esse efeito.

Uma questão de peso e tamanho

Embora projetados para ser mais acessíveis de fabricar, os elétricos da Volkswagen – como o e-Golf – têm uma desvantagem: as baterias de iões de lítio e os seus quase 320 quilos são complicadas de colocar já que o Golf foi pensado para receber um motor convencional…

Em outubro, o grupo alemão anunciou que estava a desenvolver uma arquitetura modular para os seu veículos  elétricos, chamada MEB –  um sistema padronizado projetado para todas as estruturas do corpo e tipos de veículos. Mas a questão coloca-se: será a MEB flexível o suficiente para um luxuoso Phaeton? Ou será necessária uma segunda plataforma?

A MEB anunciada em outubro seria um sistema para compactos e comerciais ligeiros cem por cento elétricos e com uma autonomia entre os 249 e os 498 quilómetros. Mas o Phaeton tem uma distância entre eixos maior do que o Golf (cerca de 91 cm).

Nada que preocupe os engenheiros da Volkswagen que são categóricos: o tamanho não importa – os componentes serão totalmente adaptáveis. O único senão estará no peso dos componentes, nomeadamente as baterias, já que será necessário proceder à distribuição ideal do peso em ambos os eixos para garantir um chassi responsivo.

Assim, a nova MEB será capaz de produzir desde um pequeno Polo até um maior Passat. Sobre elétricos em desenvolvimento Porsche Mission E e Audi e-tron quattro, que foram anunciados antes da MEB e que por isso têm cada um plataforma própria, a empresa não deu mais detalhes.

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