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Antigo guru da Google critica piloto automático da Tesla

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A indústria automóvel tem vindo a mudar – longe vão os tempos em que os vários fabricantes se degladiavam para construir o automóvel com maior potência ou mesmo mais eficiente. Agora a nova realidade aponta para um novo caminho: o da inteligência artificial (IA).

Não vão longe os anos em que ninguém acreditava que fosse a indústria automóvel a dar cartas no desenvolvimento da IA. Mas é precisamente o que está a acontecer – basta pensar em toda a tecnologia que já se pode encontrar num automóvel. E em toda aquela que se espera vir a implementar de futuro: um veículo inteligente, com capacidade de aprender e capaz de tomar decisões complicadas em poucos segundos.

Ao analisar o que este tipo de tecnologias pode implicar, uma grande maioria das empresas optou por manter as suas pesquisas em segredo ou por testar uma pequena amostra de veículos autónomos em condições cuidadosamente controladas.

Um dos nomes que surgem em mente é o da Google, gigante tecnológica que recentemente aceitou uma parceria com a FCA para o desenvolvimento de autónomos. Ou a Baidu, a empresa chinesa que tem o seu próprio centro de desenvolvimento em Silicon Valley.

Co-fundador do projeto Google ‘Aprendizagem Profunda’, Andrew Ng é agora o homem forte da Baidu estando a trabalhar no desenvolvimento de tecnologias autónomas, mas não só. Embora com uma política de divulgação mais reservada que a Google pouco se sabendo em que grau de desenvolvimento se encontra, a Baidu já têm contudo um veículo de testes.

Entra em cena um terceiro ator: a Tesla. Ao contrário daquelas empresas, a construtora de elétricos, que veio revolucionar o mercado automóvel, deu o que poderá ser considerado um ‘salto de fé’ ao equipar os seus veículos com um sistema de características semi-autónomas. Mesmo antes de haver qualquer tipo de legislação sobre veículos autónomos.

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Se se quiser simplificar, a empresa de Musk perguntou aos seus clientes se estariam na disposição de ter um veículo equipado com um sistema que lhe permitisse assumir o controlo das ações em estrada – ressalvando que qualquer problema/acidente não seria responsabilidade da empresa. Os clientes aceitaram e seguiram viagem felizes – e a Tesla ganhou milhares de milhões de dados para desenvolver o seu sistema.

Mas nem tudo pode correr sempre bem e a voz das empresas concorrentes da Tesla – que tomaram o caminho mais seguro, mas também mais longo – fez-se ouvir. Através das redes sociais.

“É de uma irresponsabilidade gritante colocar um sistema de condução que funciona 1.000 vezes dando uma falsa sensação de segurança, e depois… BAM!”, escreveu Andrew NG na sua conta do Twitter em relação ao último incidente causado por uma avaria do piloto automático da Tesla.

Não deixa de ser verdade que os problemas causados pelo sistema semi automático da Tesla se têm multiplicado, mas também é verdade que sem grandes sequelas para os seus ocupantes.

De um ponto de vista moral, poderá argumentar-se que a abordagem da empresa de Musk não será a mais correta já que está a agir de forma irresponsável ao contrário da Google ou da Baidu. Mas juízos à parte, a verdade é que a Tesla ganhou vantagem na corrida ao primeiro veículo verdadeiramente autónomo…

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