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Jaguar Land Rover não prevê afastamento dos diesel

Land Rover_Discovery Sport

Com muitas figuras proeminentes da indústria automóvel a considerarem que a predominância dos motores diesel na Europa está em queda acentuada, existem no entanto muitas opiniões que se contrapõem a essa visão fatalista para uma tecnologia que, graças à polémica levantada com os motores da Volkswagen em setembro do ano passado, tem vindo a ganhar detratores.

Ainda esta semana o CEO da Volvo Cars, Hakan Samuelsson, indicou em declarações a jornalistas Norte-Americanos que os motores diesel iriam perder relevância, com a sua posição no mercado a ser gradualmente ocupada pelos sistemas híbridos assentes em motores a gasolina. Contudo, um dos diretores da Jaguar Land Rover, Jeremy Hicks, mostra-se contrário a essa ideia, expressando que os modelos com motor diesel continuarão a representar cerca de 70% das vendas da companhia no Reino Unido, em especial contando que o mercado frotista se manterá como peça importante da rentabilidade da Jaguar Land Rover.

A sustentar essa afirmação de Hicks está a ideia de que o mercado atual – ainda que tenha existido uma ligeira diminuição a nível Europeu – não se está ainda a afastar do diesel enquanto combustível principal.

“Não estou convencido de que iremos ver um afastamento global do diesel. E é certo que não estamos a assistir a uma mudança do mercado na atualidade”, explicou, este responsável da companhia que, apesar de estar a fazer um esforço no desenvolvimento das tecnologias de eletrificação, continua também empenhada nos motores diesel.

Frotas como chave

O mercado de frotas é uma das razões para o crescimento da quota de mercado da Jaguar Land Rover na Europa, sendo os motores diesel uma peça importante para esse incremento. Daí que a aposta da marca na nova geração de blocos Ingenium de elevada eficiência se mostre tremendamente importante na estratégia da marca para os próximos anos.

Jaguar XF

“Nós estamos a tentar ‘apanhar o comboio’ porque sempre fomos dominados pelas vendas a privados. Mas agora tivemos de abordar os custos de manutenção e de utilização ao longo da vida útil [do veiculo], ajudados pelos novos motores Ingenium, que nos estão a permitir obter valores de CO2 na ordem dos 110 g/km no Range Rover Evoque”, referiu Hicks à revista Britânica Autocar.

Mas nem tudo se resumirá a motores diesel: a marca prepara uma versão Ingenium do seu bloco a gasolina de quatro cilindros integralmente produzido em alumínio com a designação de código AJ200, o qual também será base para uma motorização híbrida que será utilizada em veículos de luxo e novos SUV da Jaguar Land Rover. O novo motor a gasolina será produzido na mesma fábrica do homónimo diesel, em Wolverhampton, no Reino Unido.

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