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Sergio Marchionne reticente quanto a modelo de negócio dos elétricos

John Elkann, marchionne

Enquanto alguns construtores abraçam já de forma decidida a era da eletrificação na indústria automóvel, outros preferem apostar numa toada de expectativa, como é o caso da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), que permanece alheada deste mercado e sem perspetivas de ingressar no mesmo.

Após uma primeira experiência com o 500e, que foi lançado essencialmente para o mercado Norte-Americano e, em específico, para a Califórnia, onde as restrições ambientais ganharam enorme peso. Contudo, essa experiência não correu da melhor forma à marca Italiana, levando mesmo o CEO do grupo, Sergio Marchionne, a efetuar um pedido público para que o pequeno citadino Italiano não fosse comprado: “Espero que não o comprem, porque de cada vez que vendo um custa-me 14.000 dólares. Sou sincero o suficiente para dizer isto”, disse em 2014 quando questionado sobre a importância do 500e no mercado local.

Contudo, assistindo-se a casos de sucesso como o da Tesla ou de modelos elétricos de outras marcas, como o Nissan Leaf ou o BMW i3, seria de supor que também a marca Italiana estaria a procurar uma entrada neste segmento. Sergio Marchionne, no entanto, refuta essa ideia e numa entrevista à Car Magazine mostrou, uma vez mais, a sua crença diminuta quanto ao modelo de negócio da Tesla, mas também uma postura de espera para o segmento dos elétricos.

“Não estou seguro de que possa recuperar todos os custos, quanto mais gerar lucro, a partir da eletrificação”, Sergio Marchionne, CEO da FCA

“Esta indústria está num momento de definições. Não creio que algum de nós tenha já uma ideia sobre qual a resposta certa [quanto à tecnologia dos motores]”, começou por dizer. “Para mim, a maior questão prende-se com o impacto que a tecnologia tem naquilo que estamos a fazer. Como a criação de um ambiente sem condutor, que é uma opção obrigatória par ao futuro e nem sequer dispendiosa”, acrescentou.

“Os produtos vão passar por um ciclo em que se tornam ou tecnologicamente obsoletos ou tecnologicamente relevantes. O carro já reconhece quem tu és, é um dos principais meios de ligação entre o mundo em que estás e o restante. Tudo isto está para ficar e vai ficar disponível à velocidade da luz, pelo que temos de agir com extrema rapidez”.

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